terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Imagens chocantes mostram a destruição física de viciados


     Depois de algum tempo, os cabelos já não são os mesmos. O rosto perde a cor. As bochechas somem. Os dentes caem. A pele ganha manchas, olheiras, rugas, machucados. Os olhos perdem completamente o brilho. 

     Esses são os efeitos físicos mais visíveis causados pela uso de drogas pesadas, incluindo cocaína, heroína e metanfetamina – como você pode ver nas chocantes imagens abaixo. 

     As fotos à esquerda mostram viciados em drogas ao serem presos pela primeira vez. As da direita revelam as mesmas pessoas algum tempo depois, durante a segunda, terceira ou quarta passagem pela cadeia. As imagens foram organizadas pelo gabinete do xerife do Condado de Multnomah, no Estado de Oregon, nos Estados Unidos, com o objetivo de alertar a população para os efeitos reais das drogas. 

     E são apenas os efeitos físicos. Imaginem os efeitos psicológicos. Assustador, não?!

Fotos com diferença de 7 anos
Diferença de 3 anos
Diferença de 4 anos
Diferença de 2 anos
Diferença de 4 anos
Diferença de 7 anos
Diferença de 6 meses
Diferença de 4 anos
Diferença de 11 anos
Diferença de 8 meses
Diferença de 1,5 anos
Diferença de 2,5 anos

Livro recomendado: A irmã de Freud

Freud podia salvá-las, mas deixou 4 irmãs para os nazistas

     Holocausto, sempre o Holocausto, e sempre uma nova história. Quando pensamos que tudo sobre o assunto já foi dito, uma novidade ruim volta a aparecer. Agora é a vez do pai da psicanálise. 

   Teria Sigmund Freud sido responsável pela morte de sua irmã em um campo de concentração nazista? A Irmã de Freud, de Goce Smilevski, traduzido por Marcello Lino, chocou os leitores, que se perguntavam se a história seria verdade. 

     Apesar de ser ficção, a premissa da obra é verdadeira: Freud fugiu da Áustria em plena ascensão nazista deixando quatro irmãs para trás. Todas morreram em campos de concentração. 

     Na Viena ocupada pelos nazistas, Freud recebeu o direito de fugir para o exterior levando consigo alguns entes queridos. Na lista do fundador da psicanálise, entram a mulher, os filhos, a cunhada, duas assistentes, o médico pessoal com sua família e até o cachorro, mas não quatro irmãs idosas: Marie, Rosa, Pauline e Adolfine. É a voz desta última, deportada para o campo de concentração de Terezín, que relembra com dolorosa mágoa o episódio. 

     Smilevski narra, com maestria, a trajetória da família do famoso Freud, com destaque, obviamente à narradora. Por meio de Adolfine, o leitor descobre a intimidade do famoso psiquiatra, suas fraquezas e como ele se relacionava com os parentes. Além disso, mostra a vida miserável que ela própria teve. Há também um intenso debate de teorias psicanalíticas, mostrando como elas não eram seguidas pelo próprio criador. 

     Um dos principais temas tratados na obra é a loucura, que culmina com uma inteligente discussão entre os dois protagonistas a respeito da felicidade e do sentido da vida. 

     A Irmã de Freud é o relato de uma mulher que, esquecida nas sombras da história, revive relações familiares gélidas, um amor trágico, o sonho não realizado da maternidade e a aceitação de encontrar a paz apenas no esquecimento tranquilizador de uma loucura autoimposta.

NÃO É BOM ABRIR VIAS EM FAVELAS

Fonte:  Brasil247


     Urbanista especializado em favelas Manoel Ribeiro defende, na coluna de Fernando Molica do jornal O Dia, que não é necessário abria vias em favelas, e que os projetos de infraestrutura devem preservar o caráter popular das comunidades. 

     Ele acredita que a manutenção dos padrões urbanísticos originais das favelas, com suas vielas estreitas, escadarias e espaços onde não chegam automóveis fazem com que esses lugares sejam menos consumíveis à classe média, e assim, além de manterem seus aspectos originais, ainda os protegem de uma possível gentrificão. 

     Para Manoel Ribeiro, tanto o Santa Marta quanto o Pavão/Pavãozinho são bons exemplos de favelas com vias não carroçáveis que permitem um bom transporte de pessoas e com manejo racional da descida do lixo, e que a instalação de hidrantes dispensaria a necessidade de vias abertas para os carros de bombeiros. 

 Meus comentários (Por Luciano Henrique)

      A inteligibilidade do discurso de Manoel Ribeiro depende de que conheçamos a esquerda como ela é, não como ela diz ser. A esquerda diz que se preocupa com os pobres. Mas um mero olhar cético, lançado a partir de fora, nos mostrará que eles dependem da miséria dos pobres para inchar o estado. Logo, a preocupação real com os pobres estará sempre em último lugar na lista de prioridades. 

      De um lado temos propostas para abrir vias em favelas. Do outro temos Manoel Ribeiro, dizendo que essa vias não devem ser abertas. Quais os argumentos em favor disso? O “caráter popular das comunidades” deixará de ser preservado. A ideia, no fundo, reside em afastar os pequenos confortos da classe média dos habitantes da favela. 

      Mas por que um esquerdista faria uma proposta tão torpe? Simples: pessoas que tem algum nível de conforto típico da classe média tendem a nutrir algumas expectativas da classe média, isto é, a luta pela manutenção do pouco que conseguiram, ao invés da aderência a princípios socialistas. 

      Ou seja, em prol da manutenção das “comunidades” de forma que eles possam capitalizar mais em cima de sua população, esquerdistas lutam para aniquilar oportunidades de tornar a vida dos favelados melhor e mais confortável. Por que eu não estou surpreso?

Novas evidências revelam que Hitler escapou da Alemanha

Informações de arquivos secretos do FBI e dos serviços de inteligência dos EUA, finalmente revelados ao público, levantam questões surpreendentes 

WASHINGTON — Todo mundo sabe que Adolf Hitler cometeu suicídio com um tiro em seu abrigo subterrâneo em 30 de abril de 1945. 

Pelo menos, essa tem sido a opinião geralmente aceita. 

Adolf Hitler e Eva Braun
     Agora, chega o recente livro “Hunting Hitler: New Scientific Evidence That Hitler Escaped Germany” (Caçando Hitler: Nova Evidência Científica de que Hitler Escapou da Alemanha), escrito pelo jornalista veterano do WND Jerome R. Corsi. 

     Examinando arquivos que até pouco tempo atrás eram mantidos em segredo pelo FBI e pelos serviços de inteligência das forças armadas dos EUA, Corsi argumenta de forma convincente que os investigadores dos EUA suspeitavam desde o início que Hitler havia escapado. Por razões políticas, indica a evidência, eles estavam dispostos a aceitar a mentira de que nos dias finais da 2ª Guerra Mundial, Hitler se casou com sua amante, Eva Braun, e os dois tiraram a vida num ritual de suicídio conjunto logo antes que o exército soviético entrasse em Berlim. 

    Mas a verdade é, ninguém realmente viu Hitler cometer suicídio. Não existem fotografias documentando um suicídio conjunto de Hitler e Eva Braun, e os corpos dos dois nunca foram recuperados ou preservados para identificação positiva. 

Novo livro de Jerome R. Corsi
     Em 2009, Corsi mostrou, Nicholas Bellatoni, o arqueólogo do estado de Connecticut, recebeu permissão do Arquivo do Estado da Federação Russa em Moscou para examinar os fragmentos de crânio que os russos afirmam por décadas que são provas de que Hitler cometeu suicídio. 

   As descobertas surpreendentes de Bellatoni levaram Corsi a fazer mais investigações. 

“O que me fez questionar o suicídio de Hitler foi a análise de DNA que Bellatoni realizou. Essa análise provou de forma conclusiva que os fragmentos de crânio não pertenciam a Hitler, mas a uma mulher de 40 anos que não tinha parentesco nenhum com Eva Braun,” disse Corsi. 

     Em “Hunting Hitler,” Corsi sugere que Hitler foi para a Argentina com a ajuda de agentes de inteligência dos EUA que vinham trabalhando secretamente com os nazistas desde 1943. Allen Dulles, então um agente do Escritório de Serviços Estratégicos, ou ESE, a agência anterior à CIA, estava se comunicando secretamente com os nazistas mais importantes a partir de seu escritório em Berna, Suíça, disse Corsi. 

Corsi traz à tona muitas questões preocupantes, inclusive: 

* Por que os americanos não conseguiram obter evidência física dos restos mortais de Hitler depois que os russos esconderam o corpo dele? 
* Por que Stálin e Eisenhower duvidavam da morte de Hitler? 
* Por que ninguém no abrigo subterrâneo de Hitler ouviu tiros? 
* Os agentes de inteligência dos EUA na Europa, inclusive o ESE e Allen Dulles (que mais tarde dirigiu a CIA sob o presidente Eisenhower), ajudaram Hitler a escapar, assim como haviam ajudado muitos outros nazistas? 

     Os meios de comunicação da Argentina noticiaram que Hitler havia chegado ao país e continuaram a noticiar sua presença. Por que essas descobertas não chegaram aos EUA? 

      Corsi contou com relatórios de autópsia, transcrições de interrogações, documentos dos arquivos soviéticos, relatórios da CIA, pesquisas extensivas na Administração Nacional Arquivos e Registros em Washington, D.C., e em College Park, Md., e muito mais para dar respaldo ao seu argumento. 

Os serviços de inteligência dos EUA ajudaram Hitler a escapar? 

     Sua evidência é chocantemente abundante, e seu argumento claro dá crédito a uma nova teoria que desentranha o relato do duplo suicídio. 

“A estória de que Hitler e Eva Braun cometeram suicídio era uma mentira planejada por agentes de inteligência dos EUA no final da 2ª Guerra Mundial para facilitar a fuga não só de Hitler e Eva Braun, mas também de importantes nazistas que eram criminosos de guerra como Adolf Eichmann que foi descoberto em 1960 escondido na Argentina,” argumentou Corsi. 

      Ele apresenta evidência documentada de que a missão em tempo de guerra de Allen Dulles na Suíça incluía ajudar Martin Bormann, secretário de Hitler, a canalizar bilhões de dólares de lucros financeiros mal obtidos da Alemanha e investir no mercado de valores dos EUA e Argentina para fornecer uma proteção financeira para sobreviver escondidos depois da guerra. 

Nos Arquivos Nacionais em College Park, Corsi descobriu um recorte do jornal militar americano “The Stars and Stripes” publicado em 8 de outubro de 1945, relatando uma declaração chocante feita pelo General Dwight D. Eisenhower, então o supremo comandante das Forças Aliadas. 

     O curto texto diz: “Há ‘razão para crer’ que Hitler pode ainda estar vivo, de acordo com um comentário feito pelo General Eisenhower para jornalistas holandeses. A declaração do general anulou sua opinião anterior de que Hitler estava morto.” 

     Corsi pergunta por que a chocante declaração de Eisenhower ficou, em grande parte, sem ser noticiada em jornais e livros de história dos EUA até mesmo hoje. 

Hitler estava no U-530? 

     Investigando o rastro da rota de fuga de Hitler, Corsi descobriu evidência documentada nos Arquivos Nacionais de que Hitler conseguiu chegar a Argentina num submarino alemão, o U-530 que misteriosamente emergiu no porto de Mar del Plata sob o comando de Otto Wermuth e seu subcomandante, Karl Felix Schuller, depois de terem passado semanas fazendo desembarques clandestinos de passageiros ao longo das praias argentinas no oceano Atlântico. 


     Bem escondido nos Arquivos Nacionais, Corsi descobriu um relatório dos serviços navais de inteligência dos EUA escrito em 18 de julho de 1945, pelo adido naval em Buenos Aires que notificou Washington de que havia razão para acreditar que o U-530 havia desembarcado Adolf Hitler e Eva Braun no sul da Argentina antes que o submarino fizesse sua viagem para se entregar em Mar del Plata. 

     Corsi tinha as reportagens dos jornais traduzidas de Hitler e Braun recebendo as boas vindas de ricos simpatizantes nazistas da grande comunidade alemã da Argentina. Os alemães ali haviam construído uma mansão escondida nas densas florestas montanhosas de Bariloche para dar conforto e segurança ao führer nazista em seus anos de velhice. 



      Corsi escreve: “Em 1943, o arquiteto Alejandro Bustillo, a pedido de apoiadores alemães de Hitler então vivendo na Argentina, planejaram e construíram uma muito bem planejada residência de resort para Hitler e Eva Braun, Residencia Inalco, localizada numa região remota entre San Carlos de Bariloche Villa La Angostura, que tem limite no lago Nahuel Haupi, fora da cidade de Bariloche, na província de Rio Negro, Argentina.” 

     No sul da Argentina na região dos Andes vizinha do Chile, ele escreve: “As cercanias e a residência de Hitler foram selecionadas e projetadas para ter uma distinta sensação do refúgio Obersalzberg de Hitler acima da cidade de Berchtesgaden nos Alpes da Bavária. Hitler se mudou para a residência em junho de 1947.”

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Os revisionistas do holocausto

    
    O presidente Mahmoud Ahmadinejad, célebre, entre outras façanhas, pela militante negação da existência do Holocausto. A atitude do dignitário iraniano tem recebido condenação generalizada e explícita. A moderação das autoridades brasileiras na matéria não deixa de ser preocupante, para um país que pretende ocupar posição de protagonista no cenário político internacional. 

    As opiniões do presidente do Irã não configuram uma aberração. Elas estão associadas a uma corrente autodenominada “revisionista”, presente em círculos antissemitas europeus desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Tal corrente nega o episódio que vitimou cerca de 6 milhões de judeus, entre outros – como ciganos, homossexuais e dissidentes políticos – julgados indignos de viver pelos nazistas.

    Não há nada de errado, em princípio, com a ideia de revisionismo. O termo, historicamente, surgiu no século 19 associado a causa mais do que defensável: a revisão da condenação de Alfred Dreyfuss (1859-1935), capitão francês vítima de acusações injustas e infamantes, eivadas de antissemitismo. O conteúdo da ideia de "revisão", porém, dependerá daquilo que se pretende rever e do grau de refutação da existência de eventos históricos esmagadoramente evidentes. 

    Após a Segunda Guerra, emergiu de forma progressiva um "revisionismo negacionista" dotado de claras tinturas antissemitas e, a partir de 1948, antissionistas. Em seu clássico livro Les assassins de la mémoire, o historiador francês Jean-Pierre Vernant (1914-2007) resumiu os ‘princípios’ centrais sustentados pelos revisionistas: 

    Não houve o genocídio praticado pelos nazistas, e a câmara de gás – seu principal símbolo – jamais teria existido. 
  1. A “solução final” – termo presente no vocabulário oficial do regime nazista – não teria significado senão a expulsão dos judeus para a Europa Oriental. 
  2. O número de judeus vitimados teria sido muito menor – 1 milhão e não 6 milhões – e resultaria de bombardeios dos aliados e de doenças. 
  3. A Alemanha hitlerista não seria responsável pela guerra: os judeus são apresentados pelos revisionistas como corresponsáveis pela eclosão do conflito. 
  4. A principal ameaça à humanidade, durante a década de 1930, não era representada pela Alemanha, mas pela União Soviética. Por Stalin, não por Hitler. 
  5. O genocídio judaico teria sido uma invenção da propaganda aliada, fortemente influenciada pelos judeus que, “sob a influência do Talmud, têm propensão à imaginação estatística”, segundo antissemitas militantes e revisionistas como o norte-americano Arthur Butz e o francês Robert Faurisson, ambos ‘historiadores’ execrados por historiadores respeitáveis. 

    As "teses" do revisionismo negacionista são indefensáveis. Em vários países são tratadas no campo do direito penal, como criminosas. A fracassada tentativa de processar a historiadora norte-americana Deborah Lipstadt, feita pelo historiador revisionista inglês David Irving em um tribunal inglês, definiu de forma clara o lugar dos revisionistas negacionistas no cenário atual. 

    Lipstadt demonstrou o caráter neonazista das teses de Irving e seu antissemitismo doentio. Nos termos do filósofo hebreu Amós Finkelstein, os revisionistas praticam uma “contra-história“, uma “narrativa inautêntica e uma ação perniciosa”, voltadas para a “distorção da autoimagem do adversário, de sua identidade, por meio da desconstrução de sua memória”. 

   Ahmadinejad é herdeiro dessa tradição revisionista. Sua pregação encontra abrigo em um antissemitismo difuso, assentado em abissal ignorância histórica. Mais do que um ódio a Israel e aos judeus, trata-se da sobrevivência, em pleno século 21, de algumas das mais fundamentais motivações do nazismo.

A miséria argentina: por que socialistas precisam tanto controlar a mídia?

Fonte: Estadão 


     O governo da Argentina pode não gostar delas, mas as estatísticas de institutos independentes sobre a real situação do país continuam a ser produzidas – e mostram que todo o discurso sobre a superação da miséria não resiste à frieza dos números mais simples. 

   O mais recente levantamento, feito pelo Observatório da Dívida Social da Argentina, da Universidade Católica Argentina (UCA), indica que, em 2012, a pobreza atingiu 26,9% da população e a indigência, 5,8%, apesar do formidável crescimento econômico desde 2003, que a presidente Cristina Kirchner chamou de “década ganha”. A deterioração é evidente: em 1983, quando o país se redemocratizou, o porcentual de pobres era de 19,1% e o de indigentes, de 5,4%. 

    Trata-se de uma situação explosiva. A Argentina foi incluída pela consultoria Economist Intelligence Unit (EIU) entre os países com “risco muito alto” de rebeliões sociais em 2014. “Perda de poder de compra e alta do desemprego nem sempre são seguidos de revolta popular”, disse Laza Kekic, da EIU. “Somente quando os problemas econômicos são acompanhados de outros elementos de vulnerabilidade é que há algum risco de instabilidade.” 

     Pois é precisamente esse o problema argentino, identificado pelo estudo da UCA. O drama dos mais pobres no país não se limita a uma eventual alta de preços ou mesmo a dificuldades momentâneas de obter um emprego. A ruína dos pilares da boa administração econômica no país condenou essa parcela da população a uma permanente situação de penúria – e, conforme mostram os números, trata-se de um contingente de miseráveis cada vez maior. 

Já são mais de 10 milhões os argentinos que vivem sem emprego formal, em moradias improvisadas, sem atendimento médico básico e sem educação de qualidade. Metade dos trabalhadores está em ocupações precárias ou típicas de indigentes, como a de catadores de papel. O desemprego no setor mais vulnerável da população passou de 16,5% em 2007 para 30,6% em 2012. 

     Além disso, 37% dos jovens não terminam o ensino médio, 23,5% das residências precisam de assistência social permanente e 12% das crianças entre 5 e 17 anos têm de trabalhar. 

“Mais de uma década de crescimento não foi suficiente para resolver os problemas da marginalidade estrutural que afeta ao menos um em cada quatro argentinos”, diz a pesquisa da UCA. Segundo o estudo, famílias nessa situação, embora tenham obtido “direitos” nos últimos anos – é o que dizem os governistas -, não conseguem emprego de qualidade nem moradia digna, tampouco educação e saúde adequadas. São pessoas que dependem permanentemente de programas de transferência de renda – que, conforme destacam os pesquisadores, “não lhes permitem sair da condição de exclusão estrutural”. 

     Desse modo, fermenta uma “matriz social fragmentada, conflitiva, violenta, débil nas regras de convivência democrática”, diz a pesquisa, numa advertência pertinente neste momento em que a Argentina vive grande tensão, com saques e greves. Embora uma parte considerável da sociedade do país tenha melhorado de vida na última década, tanto financeiramente quanto em termos de direitos sociais, outra parte “continua privada de condições básicas para o desenvolvimento humano e a integração cidadã”. 

    À presidente Cristina Kirchner resta agarrar-se a estatísticas delirantes para provar que, ao contrário das evidências, seu governo acabou com a miséria. O mais fantástico desses números é o que qualifica como pobre a família cuja renda mensal seja inferior a 1.750 pesos, o equivalente a R$ 633. Observa-se o disparate quando se toma conhecimento de que uma família com pai, mãe e dois filhos precisa de ao menos 3.900 pesos (R$ 1.410) para não ser considerada pobre – o gasto mínimo somente com alimentos chegou, em novembro passado, a 2.200 pesos (R$ 795) mensais, segundo institutos independentes. 

     Pelos critérios do governo, habituado a inventar estatísticas, a pobreza atinge apenas 5,4% da população. No mundo real, porém, os pobres argentinos somam quase 27% – e eles estão ficando cada vez mais irritados. 

 Meus comentários 

      A história trágica da Argentina é um exemplo do que este sistema político faz com um país. Vamos à dinâmica: quanto mais um país adentra ao socialismo, mais torna-se incapaz de gerar valor para seus cidadãos, pois o socialismo se baseia em inchaço estatal levado ao limite do absoluto, cerceando e demolindo as atividades econômicas legítimas. O socialismo sempre gera valor apenas aos donos do estado inchado. E só. 

     O resultado, como sempre, é o aumento da pobreza no país. O problema é que isso, aos poucos, começa a irritar a população. A solução é o controle da mídia, o que facilita a maquiagem da realidade. 

     Alguns diriam que o controle da mídia não funciona, pois quando a crise é tão grave as pessoas sentirão seus efeitos, e não há censura governamental que resolva. Ledo engano. O fato é que os seres humanos tendem a olhar para suas vidas, e podem ser influenciados, até certo ponto, pelo que acompanham na mídia. Assim, um cidadão que vê sua vida prejudicada por um plano do governo, notando que o mesmo está acontecendo ao seu redor (mais próximo), pode ser influenciado a achar que “as coisas não estão tão ruins assim” a partir de notícias na mídia dizendo que “o país bate recorde de empregos”. (Em alguns casos, ele poderá se sentir azarado, apenas, ao invés de alguém sentindo os efeitos de um governo à deriva) 

     Desta forma, sendo o socialismo a maneira pelo qual políticos espertos e amorais incham o estado a ponto de destruir a economia de seu país, é preciso de uma “sobrevida” aos políticos que fizeram o serviço. de demolição. É por isso que eles precisam tanto de censura, e suas “ley de medios”.

Por Luciano Henrique

sábado, 4 de janeiro de 2014

Deputada comunista que faz pose para a Marie Claire

Rodrigo Constantino


     A deputada Manuela D’Ávila é do PCdoB, aquele com forte cheiro de naftalina, que ainda defende o comunismo em pleno século 21, que chegou a mandar até carta de apoio para o psicopata da Coreia do Norte, que agora resolveu eliminar o próprio tio usando-o como comida de cachorro. Mas Manuela é também mulher, de feições atraentes segundo os padrões nacionais, e vaidosa. 

     Por isso ela está fazendo poses toda maquiada na revista Marie Claire, item de consumo de muita patricinha entediada na hora de fazer as unhas e escovar o cabelo no salão chique. Há uma entrevista onde a deputada faz o que a esquerda faz melhor, ou seja, faz-se de vítima, em seu caso do machismo, em um país com uma presidente mulher, várias ministras mulheres, e mais da metade do mercado de trabalho ocupado por… mulheres! 

     Ela mesma é líder de seu minúsculo e jurássico partido na Câmara, mas ainda assim se faz de vítima de um machismo difuso e predominante, pois relata um caso com um deputado. Assim funciona a esquerda, hoje e sempre. O tom messiânico está presente também: 

"Dá vontade de ir embora. Mas estou na política porque quero mudar o mundo. Tem mulheres que apanham por causa desse tipo de pensamento".

     Sempre que escuto um esquerdista dizendo que pretende “mudar o mundo” tenho fortes calafrios. Não posso evitar. É que, ao contrário da imensa maioria da esquerda, eu li os livros de história e sei o que essa gente imbuída desse tipo de missão trouxe para o mundo. Não é algo bonito de se ver… 

     Manuela quer voltar para Porto Alegre e viver com seu novo marido. Diz ela: 

"Posso morar na minha cidade? Posso ser mais feliz com meu marido? Há 10 anos eu viajo um monte e agora não quero mais. É crime eu querer ser mais feliz e também fazer política? Acho que dá pra conciliar".

     Até onde sei, ninguém lhe impede disso. Ela é livre para escolher fazer o que bem quiser com sua vida. Mas, em termos gerais, de acordo com a própria cartilha comunista e o histórico dos “partidões”, a resposta seria um sonoro não. Ser feliz individualmente, colocar os próprios anseios acima dos interesses do Partido ou da classe, isso é heresia de burguês! 

     Se Manuela conhecesse mais a fundo a história do comunismo, saberia disso. Essa coisa de “buscar a felicidade individual” é algo bem liberal, burguês e capitalista. Coisa de gente que até encontra prazer na “leitura” da Marie Claire. Coisa de “alienados” da pequena-burguesia, que jamais seriam engajados na causa comunista. Decida-se, Manuela! És comunista mesmo, ou apenas mais uma ilustre representante de nossa esquerda caviar hipócrita?

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ser cristão em um Novo Mundo

 Fabio Blanco é advogado e teólogo.

Minha percepção é que os cristãos adentrarão em um período difícil de sua história. Um tempo de oposições ferrenhas se apresenta. 


     As sementes plantadas há mais de 100 anos começam a dar seus frutos. O projeto de superação do cristianismo e da cultura promovida e sustentada por ele, após décadas de paciente labor para modificar o senso comum da sociedade, vai colhendo seus resultados, e cada vez mais abundantes. 

     A mudança na sociedade é sensível. Temas que sequer eram abordados estão na pauta diária da mídia, princípios inegociáveis estão sendo abandonados rapidamente, o que era certo, agora é duvidoso e o respeitável está se tornando, para a mente coletiva, maléfico. 

     Minha percepção é que os cristãos adentrarão um período difícil de sua história. Um tempo de oposições ferrenhas se apresenta. Nele, os fracos sucumbirão e, se não abandonarem a fé, como forma de acomodarem-se diante das exigências dessa nova sociedade, transformarão a religião em mera atividade exterior, sem princípios imutáveis, nem certezas definitivas. Mas, pelo menos aqui no Ocidente, essa oposição ainda não se dará por meio da coação física. Quando esta ocorre, pelo menos as intenções ficam claras e os posicionamentos também. O que já está acontecendo por aqui é, na verdade, uma perseguição sutil, quase velada, às bases que sustentaram a fé cristã até os dias de hoje. Para isso, há muito tempo o imaginário das pessoas vem sendo modificado, a fim de que elas enxerguem as manifestações cristãs como símbolo de algo prejudicial à evolução da sociedade. Dessa maneira, o cristão que defende valores imutáveis, que não negocia seus princípios, que crê em uma verdade absoluta e não aceita imposições que sabe imorais, está, cada vez mais, sendo visto como um radical, uma figura retrógrada e inconveniente. A mente das pessoas está sendo reprogramada para esquecer os ensinamentos religiosos que fundamentaram a civilização por dois mil anos e não apenas aceitar, mas desejar as libertinagens e dubiedades deste novo mundo que se impõe. 

     Para chegar a isso, foram necessárias décadas de implantação de técnicas de manipulação coletiva, que vêm sendo colocadas em prática por meio da mídia, das artes e dos governos. São técnicas desenvolvidas em laboratórios, aprimoradas insistentemente, que permitem que massas de indivíduos sejam conduzidas a fazer e pensar exatamente como os manipuladores desejam. E apesar de boa parte das pessoas não acreditar nisso (o que faz parte da manipulação praticada), quem estuda um pouco sobre o assunto sabe que as técnicas estão avançadíssimas e os instrumentos disponíveis. E elas vêm sendo aplicadas em larga escala, lançando mão dos instrumentos modernos que permitem que uma multidão seja atingida quase ininterruptamente. 

     E nem mesmo os cristãos estão livres da influência oculta desses manipuladores. Pelo contrário, inseridos que estão na sociedade, vivendo e compartilhando seus bens, estão cotidianamente expostos às ideias e os pensamentos que são lançados e que visam tornar o cristianismo superado. Assim, acabam, ainda que sem perceber, absorvendo muito da visão moderna da vida, repetindo, além do palavreado, as formas de pensar dessa sociedade metodicamente transformada. De fato, não é difícil encontrar pessoas que, ainda que aparentemente religiosas, defendam e até propaguem bandeiras anticristãs como se estas fossem modelos maiores de piedade. Por sofrerem, direta ou indiretamente, influência dessa manipulação coletiva que vem sendo aplicada há anos, sem perceber agem e pensam, muitas vezes, contrariamente aos princípios cristãos que sustentaram a sociedade até aqui. Assim, se deparar com padres comunistas, pastores gays e religiosos abortistas, por exemplo, se torna algo cada vez mais comum. E, na maior parte, estas aberrações se apresentam como se representassem atitudes cristianíssimas. O que é isso senão uma alteração extrema da forma de pensar possivelmente alcançada apenas por meio de um processo artificial? 

     Diante disso, aos cristãos que pretendem manter-se fiéis aos fundamentos de sua fé não basta lutar contra toda a parafernália ideológica existente. Pelo contrário, travar uma luta frontal contra um ataque invisível não me parece uma estratégia inteligente. Se fizer isso, apenas exporá suas fraquezas, que serão mais ainda exploradas até que sucumba definitivamente. É como querer lutar com demônios. E, neste caso, as Escrituras aconselham a resistir, até que eles desistam. Como anjos caídos, os senhores deste mundo têm aplicado métodos sutis de transformação do imaginário coletivo. As técnicas são tão imperceptíveis, que mesmo um conhecedor das verdades fundamentais, quando exposto a elas, talvez não perceba que estão sendo aplicadas. As manipulações são feitas, muitas vezes, por meios subliminares, outras provocando dissonâncias, outras estimulando contraditoriamente e, por vezes, até por hipnoses através de transes leves. Tudo imperceptível para o observador não treinado. 

     Portanto, para quem tem a firme decisão de ser o minimamente possível influenciado pelos manipuladores modernos, há apenas duas atitudes complementares: a primeira é o aprofundamento no conhecimento e compreensão da própria fé e dos princípios que a fundamentam, acompanhado de uma intensificação das atividades espirituais próprias dela. Por incrível que pareça, o que demonstra que o que está por aí é realmente obra demoníaca, as técnicas de manipulação não são eficazes até o ponto de fazer a pessoa negar a própria fé ou tirar a própria vida (o que me faz lembrar da permissão que Deus deu ao diabo para tentar Jó, porém sem poder levá-lo à morte). A segunda atitude é negar o máximo possível as manifestações culturais e midiáticas oferecidas. Se não é aconselhável simplesmente fugir, desligando-se do mundo, o cristão pode substituir o que é apresentado pelas agências de informações por notícias e matérias colhidas por jornalistas independentes de verdade. Quanto ao show business, o melhor é absorver alta cultura, boa música, literatura de bom nível e livros de pensadores realmente superiores. Tudo isso para que, de alguma maneira, pelo menos na vida daqueles que praticarem isso, os efeitos da manipulação sejam minimizados. 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Legalização da maconha

CARLOS ALBERTO DI FRANCO - O Estado de S.Paulo 


     O Uruguai, que já permitia o consumo de maconha, legalizou a produção e a venda da droga. A nova lei foi aprovada no Senado por 16 votos a 13 e deverá entrar em vigor no primeiro semestre de 2014. Pela nova legislação, os uruguaios e estrangeiros que residem no país e têm mais de 18 anos poderão comprar até 40 gramas da erva por mês em farmácias credenciadas pelo governo. Os defensores da liberação, armados de uma ingenuidade cortante, acreditam que a legalização reduzirá a ação dos traficantes. Mas ocultam uma premissa essencial no terrível silogismo da dependência química: a compulsividade. O usuário, por óbvio, não ficará no limite legal. O tráfico, infelizmente, não vai desaparecer. 

     A psiquiatra mexicana Nora Volkow é uma referência na pesquisa da dependência química no mundo. Foi quem primeiro usou a tomografia para comprovar as consequências do uso de drogas no cérebro. Desde 2003 na direção do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas, nos Estados Unidos, Volkow é uma voz respeitada. No momento em que recrudesce a campanha para a descriminalização das drogas, suas palavras são uma forte estocada nos argumentos politicamente corretos. 

     A cientista foi entrevistada pela revista Veja, em março de 2010. A revista trouxe à baila um crime que chocou a sociedade. O cartunista Glauco Villas Boas e seu filho foram mortos por um jovem com sintomas de esquizofrenia e que usava constantemente maconha e dimetiltriptamina (DMT), na forma de um chá conhecido como Santo Daime. "Que efeito essas drogas têm sobre um cérebro esquizofrênico?" A resposta foi clara e direta: "Portadores de esquizofrenia têm propensão à paranoia, e tanto a maconha quanto a DMT (presente no chá do Santo Daime) agravam esse sintoma, além de aumentarem a profundidade e a frequência das alucinações. Drogas que produzem psicoses por si próprias, como metanfetamina, maconha e LSD, podem piorar a doença mental de uma forma abrupta e veloz", sublinhou a pesquisadora. 

     Quer dizer, a descriminalização das drogas facilitaria o consumo das substâncias. Aplainado o caminho de acesso às drogas, os portadores de esquizofrenia teriam, em princípio, maior probabilidade de surtar e, consequentemente, de praticar crimes e ações antissociais. Ao que tudo indica, foi o que aconteceu com o jovem assassino do cartunista. A suposição, muito razoável, é um tiro de morte no discurso da ingenuidade. 

   Além disso, a maconha, droga glamourizada pelos defensores da descriminalização, é frequentemente a porta de entrada para outras drogas. "Há quem veja a maconha como uma droga inofensiva", diz Nora Volkow. "Trata-se de um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela pode bloquear receptores neurais muito importantes." Pode, efetivamente, causar ansiedade, perda de memória, depressão e surtos psicóticos. Não dá para entender, portanto, o recorrente empenho de descriminalização. Também não serve o falso argumento de que é preciso evitar a punição do usuário. Nenhum juiz, hoje em dia, determina a prisão de um jovem por usar maconha. A prisão, quando ocorre, está ligada à prática de delitos que derivam da dependência química: roubo, furto, pequeno tráfico, etc. Na maioria dos casos, de acordo com a Lei n.º 9.099/95, há aplicação de penas alternativas, tais como prestação de serviços à comunidade e eventuais multas no caso de réu primário. 

     Caso adotássemos os princípios defendidos pelos lobistas da liberação, o Brasil estaria entrando, com o costumeiro atraso, na canoa furada da experiência europeia. Todos, menos os ingênuos, sabem que, assim como não existe meia gravidez, também não há meia dependência. É raro encontrar um consumidor ocasional. Existe, sim, usuário iniciante, mas que muito cedo se transforma em dependente crônico. Afinal, a compulsão é a principal característica do adicto. Um cigarro da "inofensiva" maconha preconizada pelos arautos da liberação pode ser o passaporte para uma overdose de cocaína. Não estou falando de teorias, mas da realidade cotidiana e dramática de muitos dependentes. Transcrevo, caro leitor, o depoimento de um dependente químico. Ele fala com a experiência de quem esteve no fundo do poço. 

"Sou filho único. Talvez porque meus pais não pudessem ter outros filhos, me cercavam de mimos e realizavam todas as minhas vontades. Aos 12 anos comecei a fumar maconha, aos 17 comecei a cheirar cocaína. E perdi o controle. Fiz um tratamento psiquiátrico, fiquei nove meses tomando medicamentos e voltei a fumar maconha. Nessa época, já cursava medicina e convenci os meus pais de que a maconha fazia menos mal que o cigarro comum. Meus argumentos estavam alicerçados em literatura e publicações científicas. Eles mal sabiam que estavam sendo enganados, pois, além de cheirar, também passei a injetar cocaína e dolantina, que é um opiáceo. Sofri uma overdose e só não morri porque estava dentro de um hospital, que é o meu local de trabalho. Após essa fatalidade, decidi me internar numa comunidade terapêutica e, hoje, graças a Deus, estou sóbrio. O uso moderado de maconha sempre acabava nas drogas injetáveis. Somente a sobriedade total, inclusive do álcool, me devolveu a qualidade de vida que não pretendo trocar nem por uma simples cerveja ou uma dose de uísque." A.S.N., médico de Ribeirão Preto (SP), é ex-interno da Comunidade Terapêutica Horto de Deus (www.hortodedeus.org.br). 

     As drogas estão matando a juventude. A dependência química não admite discursos ingênuos, mas ações firmes e investimentos na prevenção e na recuperação de dependentes. A todos, um feliz Natal! 

DOUTOR EM COMUNICAÇÃO PELA UNIVERSIDADE DE NAVARRA, É DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO DO INSTITUTO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS SOCIAIS E-MAIL: DIFRANCO@IICS.ORG.BR

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Porta dos Fundos: lugar por onde só sai fezes

Sidney Silveira



      Aprendemos nas aulas de biologia que alguns bichos, como o escaravelho, se alimentam de merda. Há espécies deles, como o popular escaravelho vira-bosta, que parecem comprazer-se sumamente em suas atividades excrementícias, pois juntam considerável quantidade de cocô alheio — não raro muito superior ao peso do próprio corpo — e rolam essas volumosas bolas de fezes até as suas tocas, onde se empanzinam de esterco ao ponto de se sentirem repletos e regalados como os mais insaciáveis glutões de que se tem notícia. Por exemplo? O rico romano Trimalcião, personagem do Satyricon de Petrônio, que, para exibir-se perante comensais devoradores de chouriços e lingüiças, manda estripar um porco à frente de todos. Em resumo, degustar dejetos é a natural apetência desse escaravelho, êxtase merdoso no qual a sua vida alcança o ápice. 

      Ora, que besouros esquisitos comam dejetos até a repleção, vá; assim cumprem certa função na natureza e contribuem para o equilíbrio de alguns ecossistemas. Mas que homens se empanturrem de cocô mental, encontrando nesta infausta atividade alguma graça, por menor que seja, é um mistério absolutamente irresolvível para os maiores gênios que a filosofia já produziu, desde a Antiguidade mais remota aos tempos atuais. 

      Refiro-me ao grupo de “humoristas” chamado Porta dos Fundos, cujo sucesso é um dos vários signos distintivos do oceano de insanidade em que o Brasil se afoga. Trata-se de jovens flagrantemente estúpidos que se imaginam intelectuais a fazer humor “crítico”, em boa parte voltado contra a religião — particularmente a católica. Pelas entrevistas de algumas dessas criaturas em programas não menos lamentáveis que o tipo de “humor” que pensam praticar, de imediato se aquilata o quanto se irmanam nestas cabeças-de-bagre duas coisas que, juntas, são sempre nitroglicerina: soberba e ignorância. O rapazola chamado Gregório Duvivier a falar sobre ateísmo, por exemplo, deixaria os ateus teóricos de antanho vexados! Certamente lhe chutariam os fundilhos e o expulsariam pela porta dos fundos do seu clube. 

      Infelizmente, não estou à frente de um programa de entrevistas desses, pois reduziria a pó-de-mico o discurso desses pobres-diabos, com requintes de crueldade intelectual. Mas, como isto jamais acontecerá, limito-me a fazer referência a alguns dos últimos episódios desta camarilha de ignaros pretensiosos — sobretudo o blasfemo e sacrílego especial de Natal — para dizer o seguinte: todos os advogados, juízes, representantes do Ministério Público, procuradores e desembargadores católicos em geral, gente que conhece bem os trâmites do Judiciário, têm o DEVER de encher essas pessoas com tantos processos que elas passem o próximo ano tendo imenso trabalho para responder um a um. Os crimes que cometeram, sob o falso pretexto da “liberdade de expressão”, constam do Código Penal brasileiro. 

       Mas não basta isto: a idéia de levar adiante campanhas de boicote aos patrocinadores dessa turma é excelente, pois a dor no bolso é a melhor medida para pôr à prova as convicções de tais personagens. Um dos patrocinadores é a CERVEJA ITAIPAVA! Sugiro que entupam os e-mails da empresa (pelo link http://www.cervejaitaipava.com.br/, onde há uma área de contato), assim como o telefone de atendimento 08007279998, alertando para o fato de que, a continuar o patrocínio, o grupo que produz a cerveja pode ter reveses jurídicos e, o que é pior, problemas com a sua imagem institucional. 

     Quanto a Fábio Porchat, um dos mais conhecidos da trupe, não resistiria a cinco minutos de sabatina com um bom entrevistador que questionasse o ataque sistemático que, sob a falsa capa do humor, o grupo anda fazendo à religião por cujo intermédio foram lançadas todas as bases da civilização que, entre outras coisas, hoje rui tendo como símbolo da queda pessoinhas como ele, culturalmente patéticas porém de um esperto senso de oportunismo. Ele passará; ela não. Pela portinha dos fundos desse pessoal sai uma bosta que nem o mais faminto escaravelho suportaria comer...

P.S. Perdoem os amigos pela referência chula, desta vez inescapável, no título deste breve texto.

FONTE: Contra Impugnantes

VÍDEO

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A morte de JK: o acidente e a farsa

NÃO SE CONSEGUE ENCONTRAR UM ARGUMENTO SÓLIDO, BALIZADO, LÓGICO E TÉCNICO QUE POSSA APOIAR A TESE DE ASSASSINATO


     Desde o século XVIII, cerca de 90 líderes políticos foram assassinados em todo o mundo. Entre as vítimas mais famosas estão, por exemplo, Maria Antonieta, Indira Gandhi e Abraham Lincoln. Mas o crime de maior repercussão foi o assassinato do presidente americano John F. Kennedy. Em Dallas, cidade onde Kennedy foi morto, existe um prédio de seis andares com fotos, vídeos e teorias sobre as circunstâncias da morte. Após percorrer todas as dependências, o visitante sai com mais dúvidas sobre o verdadeiro autor dos disparos do que quando entrou no museu.

     No Brasil, também há inúmeros questionamentos sobre a morte de políticos e presidentes. Vira e mexe, são discutidos fatos relacionados às mortes de Jango, Castello Branco, Lacerda, Costa e Silva, Tancredo e Juscelino Kubitschek. Na maioria das vezes, as “teorias conspiratórias” apenas criam uma versão mais gloriosa para mortes naturais.

    Na semana passada, a Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo divulgou documento no qual “declara o assassinato de Juscelino Kubitscheck de Oliveira, vítima de conspiração, complô e atentado político na Rodovia Presidente Dutra, em 22 de agosto de 1976...”

     Curiosamente, a conclusão dos vereadores é literalmente contrária àquela da Comissão Externa constituída em 2001, na Câmara dos Deputados, requerida pelo ex-deputado Paulo Octávio, casado, justamente, com a neta de JK. Após ouvir inúmeros depoimentos, viajar ao Chile atrás de eventuais conexões com a Operação Condor e reconstituir a última viagem de JK, a comissão foi taxativa: “Por mais que se exercite a imaginação e a criatividade, não se consegue encontrar um argumento sólido, balizado, lógico e técnico que possa apoiar a tese de assassinato... Os menores detalhes não passaram despercebidos. Investigamos todas as dúvidas, todas as suspeitas. À medida que as questões foram sendo esclarecidas e respondidas, a conclusão foi-se impondo inexoravelmente. Ao final destes trabalhos, não restam mais dúvidas de que a morte de Juscelino Kubitscheck foi causada por um acidente automobilístico, sem qualquer resquício da consumação de um assassinato encomendado.”
Assim sendo, o que teria acontecido nas apurações de ambas as comissões para conclusões diametralmente opostas? Na realidade, o erro dos vereadores paulistas — por ignorância ou má-fé — foi desprezar diversos depoimentos técnicos, como os dos peritos oficiais, do legista responsável pela exumação do cadáver do motorista de JK 20 anos depois do acidente e do relator da Comissão que investigou o tema há 12 anos.

    Ao contrário, de forma irresponsável, o relatório da Comissão de vereadores sequer menciona a investigação anterior. Afinal, por quais motivos não chamaram para depor o marido da neta de JK, o ex-deputado Paulo Octávio, que presidiu a Comissão e está absolutamente convicto de que foi um acidente? Por que não convidaram a senhora Maria de Lourdes Ribeiro, filha do motorista de JK, que, como advogada, considera primária a tese do tiro e do assassinato? Por que não colheram esclarecimentos do professor da UFMG e médico legista Márcio Cardoso, responsável pela exumação do corpo do motorista, que após examinar o objeto metálico encontrado — “com visão macroscópica e mesoscópica, por meio de lupa estereoscópica” — provou, categoricamente, tratar-se de um cravo usado para a fixação do forro da urna funerária? Por quais motivos não ouviram os dois peritos convidados para assessorar a Comissão Externa da Câmara, João Bosco de Oliveira e Ventura Raphael Martello Filho, totalmente desvinculados do processo inicial, que, auxiliados por três outros peritos, confirmaram integralmente, 24 anos depois, a perícia original?

      Limitando-se a ouvir surradas e infundadas ilações dos mesmos denunciantes e sem qualquer laudo ou estudo que possa comprovar o mirabolante assassinato, a comissão de vereadores perdeu o rumo. Como filho do já falecido perito e promotor de Justiça Francisco Gil Castello Branco, que à época do acidente era o diretor do Departamento Técnico e Científico da Polícia do Estado do Rio de Janeiro e conduziu com extrema competência as investigações — fato reconhecido pela própria senhora Sara Kubitschek ao entregar-lhe uma carta de agradecimento —, presto-lhe com este texto uma homenagem póstuma.

    A Comissão Nacional da Verdade, criada com a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período de 1946 a 1988, precisa resgatar a memória nacional, mas sem assassinar a verdade histórica.

sábado, 30 de novembro de 2013

DEFENSORES DA IMPUNIDADE

Em nosso país, a mentira é direito humano. 

     Você está surpreso? Eu não. Nunca levei a sério políticos e partidos que centravam sua estratégia rumo ao poder no ataque impiedoso à honra dos adversários e na afetação de virtudes excelsas. Muito escrevi sobre a conduta irresponsável dos que, sem qualquer escrúpulo ou discernimento, se apresentavam com lança-chamas e tonéis de gasolina ao menor sinal de fumaça que surgisse nas proximidades de seus oponentes. Mas a estratégia foi exitosa. A sociedade sentiu-se inclinada a crer na virtude dos acusadores, desatenta para o fato de que onde estiver o ser humano estarão presentes as potências do mal e do bem. E o que melhor detém a ação do mal é a certeza da punição. Na política não existe imunidade natural frente ao poder de corrupção. Nem frente à corrupção nos escalões do poder. O que funciona é a certeza de que as instituições estão moldadas de forma a identificar e punir os culpados. E o Brasil não chega em 63º lugar no ranking da honestidade sem uma bem consolidada cultura de impunidade. 

Em nosso país, a mentira é direito humano. A impunidade é cuidadosa construção. Lança fundações nos meandros de leis e códigos em cujos labirintos se orientam os bons advogados. Ergue paredes nos flagrantes não homologados por motivos irrelevantes. Lança pilares e vigas na permissividade das execuções penais e na benevolente progressão das penas. Ganha telhado quando a criminalidade é tanta que muitos delitos ficam banalizados, inclusive sob a ótica da sociedade e de seus julgadores. A maioria dos crimes praticados no país sequer é notificada pelas vítimas. O telhado protetor da impunidade foi, assim, posto e bem posto. Somos um estranho país onde é acusado de criminalizar os movimentos sociais quem comete a inaudita violência de descrever o que fazem. Somos um país onde condenados passeiam livremente nas ruas porque não há vaga nos presídios. E não se constroem presídios. 

     Pois o rumoroso processo do Mensalão realiza a façanha, depois de sete longos anos, de chegar ao período de sentenças definitivas, transitadas em julgado. Não faria o menor sentido discutir, aqui, a correção das condenações. Quase todas foram proferidas por ministros do STF indicados pelo governo do partido dos réus. Ambos, governo e partido reconheceram os crimes. O próprio Lula, em 12 de agosto de 2005, no auge do escândalo, falou à nação: "Eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis, das quais nunca tive conhecimento. (...) Não tenho nenhuma vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos que pedir desculpas. O PT tem que pedir desculpas. O governo, onde errou, tem que pedir desculpas" (há vídeo no YouTube com o título "Lula pede desculpas"). No mesmo dia, Tarso Genro, no exercício da presidência do PT, anunciou a refundação do partido e disse que este iria punir cada um dos envolvidos em denúncias de corrupção e caixa dois para financiamento de campanhas (Agência Brasil, 12/08/2005). O atual Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na edição da revista Veja de 20/02/2008, em longa entrevista às Páginas Amarelas, reconheceu: "Teve pagamento ilegal de recursos a partidos aliados? Teve. Ponto Final. É ilegal? É. É indiscutível? É. Nós não podemos esconder esse fato da sociedade"

    Agora, desmentem a si mesmos! Adotam uma estratégia desesperada, que fala em "presos políticos", tenta criminalizar o STF, pretende denegrir a imagem do ministro Joaquim Barbosa, e deseja vitimizar os presos perante a opinião pública. É o derradeiro desserviço prestado pelos réus do Mensalão e seus companheiros a uma nação que precisa vencer a impunidade. Talvez pretendessem sair deste processo sentenciados a fazer o que melhor fazem: distribuir algumas cestas-básicas ao povo.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

História do Islamismo

Introdução


     A religião muçulmana tem crescido nos últimos anos (atualmente é a segunda maior do mundo) e está presente em todos os continentes. Porém, a maior parte de seguidores do islamismo encontra-se nos países árabes do Oriente Médio e do norte da África. Assim como as religiões cristãs, a religião muçulmana é monoteísta, ou seja, crê na existência de apenas um deus, Alá ou Allah (palavra para designar Deus em árabe).
     Criada pelo profeta Maomé, a doutrina muçulmana encontra-se no livro sagrado, o Alcorão ou Corão. Foi fundada na região da atual Arábia Saudita.

Vida do profeta Maomé

     Muhammad (Maomé) era da tribo de coraich e nasceu na cidade de Meca no ano de 570. Filho de uma família de comerciantes, passou parte da juventude viajando com os pais e conhecendo diferentes culturas e religiões. Aos 40 anos de idade, de acordo com a tradição, recebeu a visita do anjo Gabriel que lhe transmitiu a existência de um único Deus. A partir deste momento, começa sua fase de pregação da doutrina monoteísta, porém encontra grande resistência e oposição. As tribos árabes seguiam até então uma religião politeísta, com a existência de vários deuses tribais.
     Maomé começou a ser perseguido e teve que emigrar para a cidade de Medina no ano de 622. Este acontecimento é conhecido como Hégira e marca o início do calendário muçulmano.
      Em Medina, Maomé é bem acolhido e reconhecido como líder religioso. Consegue unificar e estabelecer a paz entre as tribos árabes e implanta a religião monoteísta. Ao retornar para Meca, consegue implantar a religião muçulmana que passa a ser aceita e começa a se expandir pela península Arábica.
    Reconhecido como líder religioso e profeta, faleceu no ano de 632. Porém, a religião continuou crescendo após sua morte.

Livros Sagrados e doutrinas religiosas

     O Alcorão ou Corão é um livro sagrado que reúne as revelações que o profeta Maomé recebeu do anjo Gabriel. Este livro é dividido em 114 capítulos (suras). Entre tantos ensinamentos contidos, destacam-se: onipotência de Deus (Alá), importância de praticar a bondade, generosidade e justiça no relacionamento social. O Alcorão também registra tradições religiosas, passagens do Antigo Testamento judaico e cristão.
     Os muçulmanos acreditam na vida após a morte e no Juízo Final, com a ressurreição de todos os mortos.
     A outra fonte religiosa dos muçulmanos é a Suna que reúne os dizeres e feitos do profeta Maomé.


Preceitos religiosos

    A Sharia define as práticas de vida dos muçulmanos, com relação ao compor-tamento, atitudes e alimentação. De acordo com a Sharia, todo muçulmano deve seguir cinco princípios:

- Aceitar Deus como único e Muhammad (Maomé) como seu profeta;
- Dar esmola (Zakat) de no mínimo 2,5% de seus rendimentos para os necessitados;
- Fazer a peregrinação à cidade de Meca pelo menos uma vez na vida, desde que para isso possua recursos;
- Realização diária das orações;
- Jejuar no mês de Ramadã com objetivo de desenvolver a paciência e a reflexão.

Locais sagrados

      Para os muçulmanos, existem três locais sagrados: A cidade de Meca, onde fica a pedra negra, também conhecida como Caaba. A cidade de Medina, local onde Maomé construiu a primeira Mesquita (templo religioso dos muçulmanos). A cidade de Jerusalém, cidade onde o profeta subiu ao céu e foi ao paraíso para encontrar com Moises e Jesus.

Divisões do Islamismo

    Os seguidores da religião muçulmana se dividem em dois grupos principais : sunitas e xiitas. Aproximadamente 85% dos muçulmanos do mundo fazem parte do grupo sunita. De acordo com os sunitas, a autoridade espiritual pertence a toda comunidade. Os xiitas também possuem sua própria interpretação da Sharia.