quinta-feira, 23 de maio de 2013

Povos Bárbaros - História dos povos germânicos

Introdução 


    Os povos bárbaros eram de origem germânica e habitavam as regiões norte e nordeste da Europa e noroeste da Ásia, na época do Império Romano. Viveram em relativa harmonia com os romanos até os séculos IV e V da nossa era. Chegaram até a realizar trocas e comércio com os romanos, através das fronteiras. Muitos germânicos eram contratados para integrarem o poderoso exército romano.

     Os romanos usavam a palavra "bárbaros" para todos aqueles que habitavam fora das fronteiras do império e que não falavam a língua oficial dos romanos: o latim. A convivência pacífica entre esses povos e os romanos durou até o século IV, quando uma horda de hunos pressionou os outros povos bárbaros nas fronteiras do Império Romano. Neste século e no seguinte, o que se viu foi uma invasão, muitas vezes violenta, que acabou por derrubar o Império Romano do Ocidente. Além da chegada dos hunos, podemos citar como outros motivos que ocasionaram a invasão dos bárbaros: a busca de riquezas, de solos férteis e de climas agradáveis.

Principais Povos Bárbaros

- Alanos: originários do nordeste do Cáucaso. Entraram no Império Romano entre os séculos IV e V. Ocuparam a região da Hispânia e o norte da África.
Saxões: originários do norte da atual Alemanha e leste da Holanda. Penetraram e colonizaram as Ilhas Britânicas no século V.
- Francos: estabeleceram-se na região da atual França e fundaram o Reino Franco (veja exemplo de obra de arte abaixo)
- Lombardos: invadiram a região norte da Península Itálica
- Anglos e Saxões: penetraram e instalaram-se no território da atual Inglaterra
- Burgúndios: estabeleceram-se na sudoeste da França
- Visigodos: instalaram-se na região da Gália, Itália e Península Ibérica (veja exemplo abaixo da arte visigótica)
- Suevos: invadiram e habitaram a Península Ibérica
- Vândalos: estabeleceram-se no norte da África e na Península Ibérica
- Ostrogodos: invadiram a região da atual Itália

Economia, Arte, Política e Cultura dos Bárbaros Germânicos 

     A maioria destes povos organizavam-se em aldeias rurais, compostas por habitações rústicas feitas de barro e galhos de árvores. Praticavam o cultivo de cereais como, por exemplo, o trigo, o feijão, a cevada e a ervilha. Criavam gado para obter o couro, a carne e o leite. Dedicavam-se também às guerras como forma de saquear riquezas e alimentos. Nos momentos de batalhas importantes, escolhiam um guerreiro valente e forte e faziam dele seu líder militar.

      Praticavam uma religião politeísta, pois adoravam deuses representantes das forças da natureza. Odin era a principal divindade e representava a força do vento e a guerra. Para estes povos havia uma vida após a morte, onde os bravos guerreiros mortos em batalhas poderiam desfrutar de um paraíso.
     A mistura da cultura germânica com a romana formou grande parte da cultura medieval, pois muitos hábitos e aspectos políticos, artísticos e econômicos permaneceram durante toda a Idade Média.

Os Hunos 


      Dentre os povos bárbaros, os hunos foram os mais violentos e ávidos por guerras e pilhagens. Eram nômades ( não tinham habitação fixa e viviam a percorrer campos e florestas ) e excelentes criadores de cavalos. Como não construíam casas, viviam em suas carroças e também em barracas que armavam nos caminhos que percorriam. A principal fonte de renda dos hunos era a pratica do saque aos povos dominados.        
   Quando chegavam numa região, espalhavam o medo, pois eram extremamente violentos e cruéis com os inimigos. O principal líder deste povo foi Átila, o líder huno responsável por diversas conquistas em guerras e batalhas. 


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Burguesia

Significado: 

     A burguesia é uma classe social que surgiu nos últimos séculos da Idade Média (por volta do século XII e XIII) com o renascimento comercial e urbano. Dedicava-se ao comércio de mercadorias (roupas, especiarias, jóias, etc) e prestação de serviços (atividades financeiras). Habitavam os burgos, que eram pequenas cidades protegidas por muros. Como eram pessoas ricas, que trabalhavam com dinheiro, não eram bem vistas pelos integrantes do clero católico.

Frase Exemplo: 

A burguesia participou do renascimento comercial e urbano.

Explicação da frase:

     Durante grande parte da Idade Média (do século V ao XII) o comércio praticamente inexistiu. Com o final das Cruzadas e a abertura do Mar Mediterrâneo, o comércio começou a crescer novamente. A burguesia contribuiu para este processo.


as cruzadas


Introdução 


    As cruzadas foram tropas ocidentais enviadas à Palestina para recuperarem a liberdade de acesso dos cristãos à Jerusalém. A guerra pela Terra Santa, que durou do século XI ao XIV, foi iniciada logo após o domínio dos turcos seljúcidas sobre esta região considerada sagrada para os cristãos. Após domínio da região, os turcos passaram impedir ferozmente a peregrinação dos europeus, através da captura e do assassinato de muitos peregrinos que visitavam o local unicamente pela fé.

Organização 

    Em 1095, Urbano II, em oposição a este impedimento, convocou um grande número de fiéis para lutarem pela causa. Muitos camponeses foram a combate pela promessa de que receberiam reconhecimento espiritual e recompensas da Igreja; contudo, esta primeira batalha fracassou e muitos perderam suas vidas em combate.   
    Após a Primeira Cruzada foi criada a Ordem dos Cavaleiros Templários que tiveram importante participação militar nos combates das seguintes Cruzadas.
Após a derrota na 1ª Cruzada, outro exército ocidental, comandado pelos franceses, invadiu o oriente para lutar pela mesma causa. Seus soldados usavam, como emblema, o sinal da cruz costurado sobre seus uniformes de batalha. Sob liderança de Godofredo de Bulhão, estes guerreiros massacraram os turcos durante o combate e tomaram Jerusalém, permitindo novamente livre para acesso aos peregrinos. 

    Outros confrontos deste tipo ocorreram, porém, somente a sexta edição (1228-1229) ocorreu de forma pacífica. As demais serviram somente para prejudicar o relacionamento religioso entre ocidente e oriente. A relação dos dois continentes ficava cada vez mais desgastada devido à violência e a ambição desenfreada que havia tomado conta dos cruzados, e, sobre isso, o clero católico nada podia fazer para controlar a situação. 
    Embora não tenham sido bem sucedidas, a ponto de até crianças terem feito parte e morrido por este tipo de luta, estes combates atraíram grandes reis como Ricardo I, também chamado de Ricardo Coração de Leão, e Luís IX. 

Relação de todas as Cruzadas Medievais:

- Cruzada Popular ou dos Mendigos (1096)
- Primeira Cruzada (1096 a 1099)
- Cruzada de 1101
- Segunda Cruzada (1147 a 1149)
- Terceira Cruzada (1189 a 1192)
- Quarta Cruzada (1202 a 1204)
- Cruzada Albigense (1209 a 1244)
- Cruzada das Crianças (1212)
- Quinta Cruzada (1217 a 1221)
- Sexta Cruzada (1228 a 1229)
- Sétima Cruzada (1248 a 1250)
- Cruzada dos Pastores (1251 a 1320)
- Oitava Cruzada (1270)
- Nona Cruzada (1271 a 1272)
- Cruzadas do Norte (1193 a 1316)


Consequências 

    Elas proporcionaram também o renascimento do comércio na Europa. Muitos cavaleiros, ao retornarem do Oriente, saqueavam cidades e montavam pequenas feiras nas rotas comerciais. Houve, portanto, um importante reaquecimento da economia no Ocidente. Estes guerreiros inseriram também novos conhecimentos, originários do Oriente, na Europa, através da influente sabedoria dos sarracenos.
   Não podemos deixar de lembrar que as Cruzadas aumentaram as tensões e hostilidades entre cristãos e muçulmanos na Idade Média. Mesmo após o fim das Cruzadas, este clima tenso entre os integrantes destas duas religiões continuou. 
Já no aspecto cultural, as Cruzadas favoreceram o desenvolvimento de um tipo de literatura voltado para as guerras e grandes feitos heróicos. Muitos contos de cavalaria tiveram como tema principal estes conflitos.

Curiosidade:

- A expressão "Cruzada" não era conhecida nem mesmo foi usada durante o período dos conflitos. Na Europa, eram usados termos como, por exemplo "Guerra Santa" e Peregrinação para fazerem referência ao movimento de tentativa de tomar a "terra santa" dos muçulmanos.

Peste Negra

Introdução

     Meados do século XIV foi uma época marcada por muita dor, sofrimento e mortes na Europa. A Peste Bubônica, que foi apelidada pelo povo de Peste Negra, matou cerca de um terço da população europeia. A doença mortal não escolhia vítimas. Reis, príncipes, senhores feudais, artesãos, servos, padres entre outros foram pegos pela peste.

A peste espalha a morte pela Europa 

     Nos porões dos navios de comércio, que vinham do Oriente, entre os anos de 1346 e 1352, chegavam milhares de ratos. Estes roedores encontraram nas cidades europeias um ambiente favorável, pois estas possuíam condições precárias de higiene. O esgoto corria a céu aberto e o lixo acumulava-se nas ruas. Rapidamente a população de ratos aumentou significativamente.

     Estes ratos estavam contaminados com a bactéria Pasteurella Pestis. E as pulgas destes roedores transmitiam a bactéria aos homens através da picada. Os ratos também morriam da doença e, quando isto acontecia, as pulgas passavam rapidamente para os humanos para obterem seu alimento, o sangue.

     Após adquirir a doença, a pessoa começava a apresentar vários sintomas: primeiro apareciam nas axilas, virilhas e pescoço vários bubos (bolhas) de pus e sangue. Em seguida, vinham os vômitos e febre alta. Era questão de dias para os doentes morrerem, pois não havia cura para a doença e a medicina era pouco desenvolvida. Vale lembrar que, para piorar a situação, a Igreja Católica opunha-se ao desenvolvimento científico e farmacológico. Os poucos que tentavam desenvolver remédios eram perseguidos e condenados à morte, acusados de bruxaria. A doença foi identificada e estudada séculos depois desta epidemia.

     Relatos da época mostram que a doença foi tão grave e fez tantas vítimas que faltavam caixões e espaços nos cemitérios para enterrar os mortos. Os mais pobres eram enterrados em valas comuns, apenas enrolados em panos.

     O preconceito com a doença era tão grande que os doentes eram, muitas vezes, abandonados, pela própria família, nas florestas ou em locais afastados. A doença foi sendo controlada no final do século XIV, com a adoção de medidas higiênicas nas cidades medievais.

Revoltas Camponesas 

     Com a morte de boa parte dos servos, muitos senhores feudais aumentaram as obrigações, fazendo os camponeses trabalharem e pagarem impostos pelos que haviam morrido. Como a exploração sobre os servos já era exagerada, em muitos feudos, principalmente na França e Inglaterra), ocorreram revoltas camponesas. Estes, chegaram a invadir e saquear castelos, assassinando os senhores feudais e outros nobres. Os senhores feudais que conseguirarm sobrevirer não ficaram intertes aos movimentos de revolta. Organizaram exércitos fortes e combateram com violência as revoltas. Porém, em muitas regiões da Europa, os camponeses obtiveram conquistas importantes, conseguindo diminuir as obrigações servis.

Filosofia Medieval


Introdução


     Podemos chamar de Filosofia Medieval a filosofia que se desenvolveu na Europa durante a Idade Média (entre os séculos V e XV). Como este período foi marcado por grande influência da Igreja Católica nas diversas áreas do conhecimento, os temas religiosos predominaram no campo filosófico.

Características e principais questões debatidas e analisadas pelos filósofos medievais:

- Relação entre razão e fé;
- Existência e natureza de Deus;
- Fronteiras entre o conhecimento e a liberdade humana;
- Individualização das substâncias divisíveis e indivisíveis.

Principais estágios da Filosofia Medieval
Transição para o Mundo Cristão (século V e VI)

     Muitos pensadores deste período defendiam que a fé não deveria ficar subordinada a razão.
     Porém, um importante filósofo cristão não seguiu este caminho. Santo Agostinho de Hipona (354 – 430) buscou a razão para justificar as crenças. Foi ele quem desenvolveu a ideia da interioridade, ou seja, o homem é dotado da consciência moral e do livre arbítrio.

Escolástica (século IX ao XIV)

    Foi um movimento que pretendia usar os conhecimentos greco-romanos para entender e explicar a revelação religiosa do cristianismo.  As ideias dos filósofos gregos Platão e Aristóteles adquirem grande importância nesta fase. 
     Os teólogos e filósofos cristão começam a se preocupar em provar a existência da alma humana e de Deus.
     Para os filósofos escolásticos a Igreja possuía um importante papel de conduzir os seres humanos à salvação.
    No século XII, os conhecimentos passam a ser debatidos, armazenados e transmi-tidos de forma mais eficiente com o surgimento de várias universidades na Europa.
Principais representantes: Anselmo de Cantuária, Albertus Magnus, São Tomás de Aquino, John Duns Scotus e Guilherme de Ockham.

Principais obras filosóficas da Idade Média

- Cidade de Deus (Santo Agostinho)
- Confissões (Santo Agostinho)
- Suma Teológica (São Tomás de Aquino)

Vassalagem e Suserania


            Introdução


     Vassalagem e suserania formavam um sistema sócio-econômico da Idade Média entre um vassalo e seu suserano. Nesta relação de reciprocidade, o vassalo recebia terra, objetos materiais ou até mesmo um castelo de seu suserano. Em troca, o vassalo devia oferecer fidelidade absoluta e proteção ao seu suserano.

Cerimônia da Homenagem 

    Havia uma cerimônia denominada "homenagem", que muitas vezes poderia acontecer dentro de uma igreja, para selar os laços entre vassalo e suserano. Na cerimônia, o vassalo se ajoelhava e colocava suas mãos entre as mãos do suserano (senhor), prometendo-lhe lealdade e fidelidade.

Suseranos e Vassalos 

     O rei, geralmente, era o suserano com mais poder na Idade Média, sendo que seus vassalos eram, principalmente, senhores feudais e cavaleiros. Estes senhores feudais e cavaleiros também possuíam vassalos, formando, na Idade Média, extensos laços de vassalagem. Desta forma, num momento de guerra, milhares de guerreiros eram mobilizados. 
     Nas Cruzadas, por exemplo, os cristãos conseguiram mobilizar milhares de guerreiros, para combater os muçulmanos na Terra Santa, graças as inúmeras relações de vassalagem e suserania que existiam na Europa Medieval.

Talha, Corvéia e Banalidades

Introdução

     Na época do feudalismo, durante a Idade Média, os servos (camponeses) habitavam as terras dos senhores feudais. Em troca, eram obrigados a pagar taxas em forma de trabalho e mercadorias. Quase tudo que produziam acabava indo para as mãos dos senhores feudais. Para os servos, sobrava apenas o pouco para a sobrevivência da família.

Talha 

     Era uma obrigação pela qual o servo deveria passar, para o senhor feudal, metade de tudo que produzia nas terras que ocupava no feudo. Se colhesse 20 quilos de batata, 10 quilos deveriam ser separados para o pagamento da talha. 

Corvéia

     Esta obrigação correspondia ao pagamento através de serviços prestados nas terras ou instalações do senhor feudal. De 3 a 4 dias por semana, o servo era obrigado a cumprir diversos trabalhos como, por exemplo, fazer a manutenção do castelo, construir um muro, limpar o fosso do castelo, limpar o moinho, etc. Podia também realizar trabalhos de plantio e colheita no manso senhorial (parte das terras do feudo de uso exclusivo do senhor feudal).

Banalidades

    Esta obrigação correspondia ao pagamento pela utilização das instalações do castelo. Se o servo precisasse usar o moinho ou o forno, deveria pagar uma taxa em mercadoria para o senhor feudal.

Outras obrigações

     Além da talha, da corvéia e das banalidades, os servos também deviam pagar outras taxas e impostos. Havia a mão-morta, que era uma espécie de taxa que o servo devia pagar ao senhor feudal para permanecer no feudo quando o pai morria. Havia também o Tostão de Pedro (10% da produção), que o servo devia pagar à Igreja de sua região.

FONTE: Suapesquisa.com

Divisão do Feudo


Divisão do feudo 

Durante o feudalismo na Europa (Idade Média), o feudo era a principal unidade de produção. As terras do feudo eram de propriedade do senhor feudal, porém possuíam uma divisão bem determinada.

Domínio (Manso Senhorial)

As terras do manso senhorial eram de utilização exclusiva do senhor feudal. Porém, os servos eram convocados para trabalharem de 2 a 3 dias por semana nesta terra, sendo que toda produção era destinada ao senhor feudal.

Manso servil

Eram as terras destinadas ao uso dos servos (camponeses do feudo). Os servos não eram proprietários destas terras, mas apenas usavam e delas deveriam tirar o sustento da família e também pagar as taxas e impostos ao senhor feudal. A condição de servo passava de pai para filho, assim como o direito de usar estas terras.

Terras comunais

Área do feudo de uso coletivo. Eram os bosques, florestas e pastos. Porém, dependendo do feudo existiam regras para sua utilização. Em muitos locais da Europa, era comum a proibição da caça realizada por servos em terras comunais. Os servos podiam levar seus animais para pastarem nestas terras, assim 

O FEUDALISMO

Introdução 


     O feudalismo tem inicio com as invasões germânicas (bárbaras), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente (Europa). As características gerais do feudalismo são: poder descentralizado (nas mãos dos senhores feudais), economia baseada na agricultura e utilização do trabalho dos servos. 

Estrutura Política do Feudalismo 

     Prevaleceram na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferece ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.
     Todos os poderes, jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos).


Sociedade feudal 

     A sociedade feudal era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: 
  1. corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), 
  2. talha (metade da produção), 
  3. banalidade (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal).

           Economia feudal

     A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal. O feudo era a base econômica deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder. O artesanato também era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era muito utilizado na agricultura.

Religião 

     Na Idade Média, a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a Igreja influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento na Idade Média. A igreja também tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando. Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a Bíblia.

As Guerras 

     A guerra no tempo do feudalismo era uma das principais formas de obter poder. Os senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e poder. Os cavaleiros formavam a base dos exércitos medievais. Corajosos, leais e equipados com escudos, elmos e espadas, representavam o que havia de mais nobre no período medieval. O residência dos nobres eram castelos fortificados, projetados para serem residências e, ao mesmo tempo, sistema de proteção.

Educação, artes e cultura

     A educação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam. Marcada pela influência da Igreja, ensinava-se o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros.
     A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião.
   Podemos dizer que, em geral, a cultura e a arte medieval foram fortemente influenciadas pela religião. Na arquitetura destacou-se a construção de castelos, igrejas e catedrais.

O fim do feudalismo

     O feudalismo não terminou de uma hora para outra, ou seja, de forma repentina. Ele foi aos poucos se enfraquecendo e sendo substituído pelo sistema capitalista. Podemos dizer o feudalismo começou a entrar em crise, em algumas regiões da Europa, já no século XII, com várias mudanças sociais, políticas e econômicas. O renascimento comercial, por exemplo, teve um grande papel na transição do feudalismo para o capitalismo.

terça-feira, 5 de março de 2013

Akhenaton: o faraó inovador

Por Alejandro Javier

Do politeísmo vigente à efêmera tentativa de implantação do monoteísmo por um faraó místico e poeta, levanta-se uma intrigante questão histórica a respeito da influência do povo judeu, cativo no Egito.

   Tão profunda era a influência da esfera espiritual sobre a vida cotidiana do povo egípcio que, segundo muitos especialistas, é difícil a distinção entre os acontecimentos políticos e a evolução das suas crenças.

   No Egito adoravam-se centenas de deuses para os quais se edificaram magníficos templos. Até o século XIV a.C., o politeísmo sempre predominara no país, dando-se maior relevo ora a um, ora a outro deus, dependendo da dinastia reinante. Porém, no ano de 1364 a.C., um acontecimento veio abalar essa situação: a subida ao trono de Amenhotep IV, mais conhecido como Akhenaton. Destoando das ideias em vigor, o novo faraó promoveu profunda revolução técnica, artística e, sobretudo, religiosa, abalando o império até seus alicerces.

    Do ponto de vista religioso, foi introduzida uma novidade existente na época apenas entre os hebreus: o monoteísmo. Contrariando frontalmente o próprio cerne da religião politeísta egípcia, Akhenaton propôs o culto apenas a Aton (o disco solar) e o proclamou como único deus.

    É verdade que ele não era o primeiro adepto da religião de Aton. Com efeito há traços da existência desse culto algum tempo antes do nascimento do inovador faraó.1 Entretanto, ao declará-lo oficialmente como único deus, o novo soberano direcionava as crenças do país para o monoteísmo. E essa é uma das principais razões pelas quais ele ficou conhecido como "o faraó revolucionário", sendo aclamado como visionário por uns, e considerado herege e até criminoso por outros.

   Profeta ou revolucionário - o que foi ele na realidade? Tratemos de desvendar a questão conhecendo melhor sua história.

 Em pleno apogeu do Egito

    No quarto ano do reinado de Amenhotep III, pertencente à gloriosa XVIII Dinastia, sua esposa, a rainha Tiy, deu-lhe um filho que recebeu o nome de Amenhotep, ou Amenófis, de acordo com a grafia helênica.

   Conhece-se pouco sobre a infância do futuro faraó por não ser costume naquela época documentar a vida das crianças nobres. Sabe- -se, entretanto, que não era o sucessor imediato de seu pai; foi a morte prematura do seu irmão mais velho, Tutmés, que o levou ao trono após o falecimento de seu progenitor. Segundo a maioria dos historiadores, Amenhotep IV ainda não tinha vinte anos de idade quando isso se deu, estando já casado com a bela e famosa Nefertiti. Desse matrimônio nasceriam seis filhas.

   O Egito encontrava-se em pleno apogeu, estendendo-se seu território da Síria até o Sudão, após as conquistas de Tutmósis III, um século antes. E durante o reinado de Amenhotep III, Tebas, a Luxor de hoje em dia, brilhava sobre todo Oriente.

   Quando ele celebrou seu trigésimo ano no trono, aproveitou o festival do Sed (jubileu) para nomear seu filho como corregente, tendo eles governado juntos por quatro anos. Tal como o pai, Amenhotep IV julgava conveniente reduzir o poder de Amon, deus principal da cidade de Tebas, onde se encontrava o trono à época, e cujo culto, aliás, superava naquele momento o das outras divindades.

   Assim, tão logo subiu ao trono, decidiu reformar a religião egípcia e dar uma nova crença ao povo. Parecia-lhe necessário eliminar as divergências entre os vários dogmas, superar as forças espirituais e políticas contrárias e, ao mesmo tempo, ligar, por um só vínculo espiritual com a metrópole, os povos estrangeiros submetidos ao império. E o culto ao deus Amon era um empecilho a isso.

 Motivações políticas ou teológicas?

   Amenhotep IV, que significa "Amon está satisfeito", no quinto ano de governo mudou seu nome para Akhenaton, "aquele que agrada a Aton", ou, segundo outros, "aquele que serve a Aton". Nesse mesmo ano, tomou uma decisão impactante, muito provavelmente influenciado pela casta sacerdotal de Heliópolis, cujo deus principal era o Sol: abandonou o culto a Amon em favor do deus Aton, representado pelo disco solar.

   A adoração do Astro Rei esteve presente na civilização do Nilo desde suas origens. Aton era considerado o pai dos deuses e tradicionalmente teve a supremacia no panteão egípcio, embora não fosse venerado de forma exclusiva, porém junto com o restante das divindades. Mas a partir do século XVI a. C., o deus Amon havia adquirido preponderância em todo o império pelo fato de Tebas, onde era a divindade por excelência, ter-se tornado a capital do Império Novo.

    Akhenaton herdou de Amenhotep III um país em pleno apogeu, cujo território se estendia do Sudão até a Síria Amenhotep III - British Museum, Londres Segundo a maioria dos egiptólogos, que tendem a realçar os aspectos políticos da história, o objetivo principal de Akhenaton era quebrar o poder do clero de Tebas. Não obstante, as razões aduzidas pelo faraó ultrapassam a esfera política, adentrando-se no terreno teológico.

   Proclama ele que, desde tempos remotos, todos os deuses criados por mãos humanas existem sob formas gravadas em pedra. Mas o deus de Akhenaton não é dessa natureza. Cyril Aldred, egiptólogo inglês especialista nesse período, descreve Aton como criando-se a si próprio, renovando-se a cada dia e permanecendo gloriosamente vivo. Tratava-se de um ente supremo e abstrato, um deus e rei celestial.2 É ele quem origina a vida e mantém o universo em funcionamento, manifestando seu poder através dos raios de luz que emanam do Sol.

   Essa inédita conceituação do divino causou profunda estranheza no povo, que não concebia um deus sem uma representação material. Todos eles deveriam necessariamente possuir um corpo, seja em forma humana ou animal.

   Evidentemente, na sua nova concepção religiosa Akhenaton se considera, mais que qualquer outro faraó, como o único intermediário entre seus súditos e seu deus, sem necessidade de uma classe sacerdotal. A esse respeito afirma a egiptóloga Bárbara Ramírez García: "Akhenaton era o único profeta de Aton, o único que poderia revelar seus ensinamentos, pois ele mesmo era o filho dessa divindade. São muitas as cenas que chegaram até nós nas quais o rei aparece junto a Nefertiti e suas filhas prestando culto a Aton, enquanto o disco solar deita seus raios sobre eles com emblemas de vida e proteção. Desse modo, a própria família real converteu--se em objeto de culto".3

Mudança da capital

    No ano seguinte, o faraó convulsiona o império ao anunciar que construiria uma nova capital numa grande planície no centro do país, a meio caminho entre Tebas e Mênfis, na margem oriental do Nilo. 


    Ninguém pensaria em governar o Egito a partir daquela região nunca antes habitada. Mas Akhenaton acreditava ter descoberto o lugar onde nascia o Sol, e desejava construir ali uma cidade sagrada em louvor de seu deus. Consegui-lo-á em poucos anos. O local - Da atual Tell el-Amarna - é batizado com o nome de Akhetaton: "o horizonte de Aton". É nessa cidade que ele compõe seu famoso hino em louvor do único deus criador, semelhante sob vários aspectos ao salmo 104.

    Nenhum faraó havia se relacionado tanto com um deus como o fez Akhenaton. A nova religião expressava a gratidão humana para com o deus solar, que com seu calor dá vida a todos os homens e animais. O culto passa a ser celebrado a céu aberto, sem estátuas. No ritual, isso constituía uma verdadeira revolução. São suspensas as procissões, pois já não existem deuses representados em imagens... O rei é a representação carnal da essência solar na terra. 

Um faraó poeta e místico 

   Historicamente não há dúvida alguma de que as ideias de Akhenaton contavam com o apoio irrestrito de sua esposa Nefertiti. O casal se empenhou tanto em implantar a nova religião e preservar a recém-fundada cidade que chegaram a negligenciar outros aspectos do governo, como o interesse por novas conquistas. Os esforços de Akhenaton, poeta e místico, e de sua esposa, estavam principalmente orientados a derrubar a fé politeísta dos seus antepassados e acabar com a influência do clero tebano. 

   Em Akhetaton, o faraó entregava-se ao seu grande ideal: queria ver seu povo livre da magia e da superstição primitivas e do culto aos muitos deuses. Desejava substituir tudo isso pelo amor à natureza, a alegria de viver e o pacifismo, características representativas da nova fé. Pode-se afirmar que, em termos de religião, foi um grande inovador. 

    Entretanto, com a morte de Akhenaton, esse período tão controvertido da história egípcia chegou ao fim. Seus dezessete anos de reinado foram imediatamente relegados à sombra: a cidade de Akhetaton foi abandonada, seus templos e outros edifícios, destruídos. Todos os indícios da passagem do singular faraó pelo trono egípcio desapareceram, como se ele jamais houvesse existido. 

    Seus compatrícios não suportaram a sua intolerância em relação ao politeísmo e ao culto de Amon, o qual foi restabelecido com esplendor por seus sucessores, principalmente pelo famoso Tutankhamon. Quando a capital voltou a Tebas, o clero dessa cidade recuperou seu antigo poder. 

Uma hipótese a ser melhor estudada 

    O reinado de Akhenaton, além de surpreendente, levanta diversas interrogações. 

   Ele coincide com o período durante o qual se supõe que grande número de hebreus viviam nesse país. E, embora seguindo a opinião de estudiosos como Giacomo Perego, segundo o qual "qualquer reconstrução histórica desse período deve ser vista com muita cautela"4, podemos levantar hipóteses com base nos indícios disponíveis, conforme é praxe em toda atividade científica. 

    Akhenaton contou com o apoio irrestrito de sua esposa Nefertiti "Busto de Nefertiti" Neues Museum, Berlim Assim, os especialistas consideram que entre 1750 e 1550 a.C., período do domínio hicso5 no Egito, os israelitas se expandiram, favorecidos pelo próprio governo. Porém, a partir desta última data até o reinado de Ramsés II (1290-1224 a.C.), passaram a ser considerados "miseráveis asiáticos, habitantes do deserto". Particularmente a partir de 1306 a.C., foram "constrangidos a trabalhos forçados na fabricação de tijolos e na construção". Considera-se que, com Ramsés II, a escravidão dos judeus atinge sua pior fase.

   Será de acordo com o espírito científico tentar desvendar o mistério de Akhenaton sem analisar uma eventual influência do monoteísmo hebraico sobre ele? É forçoso que respondamos pela negativa. 

   Para bem aquilatar o alcance da questão, é necessário levar-se em conta quão prevalentes eram a idolatria e o politeísmo em todo o mundo de então. Nem sequer o povo mais altamente intelectualizado da época - o grego - escapou disso. A única exceção eram os hebreus. 

   No presente artigo, mesmo diante desses dados significativos e estimulantes, vamo-nos ater ao prudente conselho de Perego, acima citado, deixando em aberto esta questão aliás, já tratada por muitos estudiosos nas últimas décadas. 

    Mas convidamos o leitor a reter um dado importante: apesar da predominância do politeísmo na antiguidade, e do empenho dos sucessores de Akhenaton em apagar qualquer rastro de religião monoteísta, a concepção de cultuar um único deus prevaleceu no espírito dos homens e permanece até hoje. Porque é conatural à mente humana a ideia de que, por detrás do universo criado, existe um único Ser, incriado e necessário, que é a causa de tudo. 

    A respeito dessa tendência inata do ser humano, e referindo-se especificamente a Akhenaton, o Beato João Paulo II comentava: "Embora de formas ainda imperfeitas, muitíssimas pessoas reconheceram na criação a presença do seu Artífice e Senhor. Um antigo rei e poeta egípcio, ao dirigir-se à sua divindade solar, exclamava: ‘Como são numerosas as tuas obras! Elas estão escondidas ao nosso rosto; tu, ó Deus único, fora do qual ninguém existe, criaste a Terra segundo a tua vontade, quando estavas sozinho'".7

Notas:

1 Cf. BRIGHT, John. História de Israel. 8.ed. São Paulo: Paulus, 2003, p.142.
2 Cf. ALDRED, Cyril. Akhenaten, Pharaoh of Egypt: A New Study. New York: McGraw-Hill, 1968, p.168.
3 RAMÍREZ GARCÍA, Bárbara. La desaparición de la reina Nefertiti. In: Revista Historia - National Geographic Society. Barcelona. N.83 (Nov., 2010); p.39.
4 PEREGO, Giacomo. Atlas bíblico interdisciplinar. São Paulo: Paulus, 2001, p.22.
5 Povo semita que havia invadido o país.
6 Cf. PEREGO, op. cit., p.22.
7 JOÃO PAULO II. Audiência Geral. 2/8/2000. O trecho entre aspas corresponde ao hino de autoria de Akhenaton mencionado anteriormente neste artigo.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A Origem do Povo Americano


     Os habitantes do continente americano descendem de populações advindas da Ásia, sendo que os vestígios mais antigos de sua presença na América, obtidos por meio de estudos arqueológicos, datam de 11 a 12,5 mil anos. Todavia, ainda não se chegou a um consenso acerca do período em que teria havido a primeira leva migratória.

     Os povos indígenas que hoje vivem na América do Sul são originários de povos caçadores que aqui se instalaram, vindo da América do Norte através do istmo do Panamá, e que ocuparam virtualmente toda a extensão do continente há milhares de anos. De lá para cá, estas populações desenvolveram diferentes modos de uso e manejo dos recursos naturais e formas de organização social distintas entre si.

     Não existe consenso também, entre os arqueólogos, sobre a antigüidade da ocupação humana na América do Sul. Até há alguns anos, o ponto de vista mais aceito sobre este assunto era o de que os primeiros habitantes do continente sul-americano teriam chegado há pouco mais de 11 mil anos. No Brasil, a presença humana está documentada no período situado entre 11 e 12 mil anos atrás. Mas novas evidências têm sido encontradas na Bahia e no Piauí que comprovariam ser mais antiga esta ocupação, com o que muitos arqueólogos não concordam. Assim, há uma tendência cada vez maior de os pesquisadores reverem essas datas, já que pesquisas recentes vêm indicando datações muito mais antigas 

Origem: Até hoje discute-se quais seriam as origens do homem americano. Há a hipótese – praticamente descartada – de que seriam autóctones, ou seja, originários da própria América. A hipótese mais aceita é de aloctonismo, ou seja, vieram de outros lugares. Nesse caso há os que acreditam que teriam vindo pelo Estreito de Behring e outros que teriam vindo pelas ilhas, seriam de qualquer modo de origem asiática. Os cálculos para a sua chegada à América também variam entre 40 000 a.C. e 10 000 a.C., sendo mais provável 15 000 a.C.


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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O que é a Teoria do Design Inteligente?

 
      A Teoria do Design Inteligente diz que “causas inteligentes são necessárias para explicar as complexas e ricas estruturas da Biologia, e que estas causas são empiricamente detectáveis.” Certas características biológicas desafiam o padrão darwiniano de “coincidências fortuitas”. Elas parecem haver sido desenhadas. Uma vez que o desenho necessita, logicamente, de um desenhista inteligente, a aparência do desenho (design) é citada como evidência para a existência de um Desenhista (designer). Há três argumentos primários na Teoria do Design Inteligente: (1) complexidade irredutível, (2) complexidade específica e (3) princípio antrópico. 

(1) Complexidade irredutível é definida como “...um único sistema que é composto de várias partes interativas bem integradas que contribuem para a função básica, e de onde a retirada de qualquer das partes faz com que o sistema deixe de funcionar efetivamente.” Colocado de forma simples, a vida é composta de partes interligadas que dependem umas das outras para que sejam úteis. A mutação ao acaso pode contribuir para o desenvolvimento de uma nova parte, mas não para o desenvolvimento de múltiplas partes necessárias para o funcionamento do sistema. Por exemplo, o olho humano é, obviamente, um sistema muito útil. Sem o globo ocular (que é em si mesmo um sistema de complexidade irredutível), o nervo ótico e o córtex visual, um olho que sofreu mutações ao acaso seria na verdade contra producente à sobrevivência de uma espécie, e seria por isso eliminado através do processo de seleção natural. Um olho não é um sistema útil a não ser que todas as suas partes estejam presentes e funcionando apropriadamente ao mesmo tempo. 

(2) A complexidade específica é o conceito de que, uma vez que padrões complexos específicos podem ser encontrados em organismos, alguma forma de orientação deve ter sido responsável por sua aparição. O argumento para a complexidade específica estabelece que é impossível que padrões complexos tenham se desenvolvido através de processos do acaso. Por exemplo, uma sala com 100 macacos e 100 máquinas de escrever pode produzir eventualmente algumas palavras, ou mesmo uma frase, mas nunca produzira uma peça shakespeariana. E quão mais complexa é a vida do que a obra de Shakespeare? 

(3) O princípio antrópico afirma que o mundo e o universo estão “finamente ajustados” para permitir a vida na terra. Se a proporção dos elementos no ar da terra fosse alterada minimamente, muitas espécies, com muita rapidez, deixariam de existir. Se a terra fosse algumas poucas milhas mais perto ou longe do sol, muitas espécies desapareceriam. A existência e desenvolvimento da vida na terra requerem que tantas variáveis estejam perfeitamente harmonizadas que seria impossível que todas as variáveis chegassem a ser como são apenas pelo acaso, por eventos não-coordenados. 

    Ao mesmo tempo em que a Teoria do Design Inteligente não pretende identificar a fonte de inteligência (seja esta Deus, OVINIS, etc.), a vasta maioria dos teóricos da Teoria do Design Inteligente são teístas. Eles vêem a presença do desenho que transcende ao mundo biológico como evidência da existência de Deus. Há, entretanto, alguns ateus que não conseguem negar a forte evidência do desenho, mas se recusam a reconhecer um Deus Criador. Eles tendem a interpretar a informação como evidência de que a terra foi semeada por algum tipo de raça superior ou criaturas extraterrestres (alienígenas espaciais). 

    A Teoria do Design Inteligente não é Criacionismo bíblico. Há uma importante diferença entre as duas posições. Os criacionistas bíblicos começam com uma conclusão: que o relato bíblico da criação é confiável e correto; que a vida na terra foi desenhada por um Agente Inteligente (Deus). Então eles procuram por provas, na esfera natural, que comprovem esta conclusão. Os teóricos do Desenho Inteligente começam com a esfera natural e chegam à conclusão subseqüentemente: de que a vida na Terra foi desenhada por um Agente Inteligente (quem quer que tenha sido).


A tradução do livro "A Caixa Preta de Darwin - O Desafio da Bioquimica à Teoria da Evolução", pela editora Jorge Zahar Editor, do autor Behe, constitui em um importante instrumento de informar aos interessados sobre as ideias do Desing Inteligente.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A Origem Humana


     As origens do ser humano têm sido discutidas há séculos e até hoje não existe um consenso sobre a questão. Alguns crêem no criacionismo, outros acreditam na evolução das espécies, já outros buscam as respostas em seres de outros planetas, entre outras teorias. 

    A teoria criacionista foi feita a partir de conceitos judaico-cristãos que se encontram na Bíblia. “No princípio, Deus criou o céu e a terra (…)” – trecho retirado da Bíblia de Jerusalém. De religião em religião, todas acreditam que seu Deus tenha criado a tudo e a todos. Na bíblia, há um trecho que diz que nossa criação foi feita à “imagem de Deus”, dando a entender que Deus não é alguma coisa ou alguma força, mas alguém como nós. Para os que acreditam no criacionismo, os seres humanos são diferentes das demais criaturas por terem sentimentos, vontade, inteligência, moral, etc.


Veja também: Muitos cientistas estão abandonando a TEORIA DA EVOLUÇÃO de Charles Darwin

     Já a teoria evolucionista baseia-se nos estudos do cientista inglês Charles Darwin, que propôs o evolucionismo em um de seus livros, “A Origem das Espécies”. De acordo com Darwin, todos os seres vivos tiveram sua evolução a partir um ancestral comum. As mudanças ocorridas e as diferenças entre as espécies deram-se pelo processo de seleção natural, no qual os indivíduos que melhor se adaptam ao meio ambiente sobrevivem, deixando descendentes, que por sua vez também sofrem alterações em seu mecanismo biológico e deixam novos descendentes formando um círculo vicioso. 

    Estudiosos e defensores da teoria evolucionista pregam que, em dado momento da evolução, os seres humanos e os macacos tiveram um ancestral em comum. Deste ancestral evoluíram dois grupos diferentes: um deles gerou o macaco e o outro gerou os seres humanos. 

   Esta tese teve forte impacto na sociedade cristã do século XIX. Duramente criticado pelos religiosos, Darwin continuou suas pesquisas. Dentre os aspectos explorados por ele constam: 
  1. O processo de evolução das espécies é gradual e contínuo. 
  2. Todos os seres vivos descendem, em última estância, de um ancestral comum. 
  3. O mecanismo pelo qual os seres vivos mudam e evoluem é a seleção natural: os indivíduos mais adaptados ao meio ambiente conseguem melhores resultados na luta pela sobrevivência. 
Bibliografia: 
COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e geral. São Paulo: Editora Saraiva, 2005.

Fonte: InfoEscola

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Dr Fábio Blanco afirma que marxismo é uma ideologia religiosa

"Como em toda seita, no marxismo a correção lógica, a rigidez filosófica ou a comprovação dos dados oferecidos são, simplesmente, dispensáveis. Se houverem, servirão para corroborar suas teses. Se não existirem, mais importante é a manutenção do fervor religioso e do apego emocional àquilo que é mais do que uma corrente de pensamento, mas uma verdadeira expressão religiosa" ***** 

    Não é possível negar a expansão que as ideias marxistas tiveram por todo o mundo. Além dos países que viveram ou ainda vivem sob governos explicitamente comunistas, há tantos outros que, sob bandeiras aparentemente menos extremas, como a da social-democracia, do trabalhismo ou até de democratas, continuam avançando a ideologia de Karl Marx a conquistas cada vez mais amplas. 

  Como, porém, uma ideologia fundamentada em textos de um pensador medíocre, que errou praticamente todas suas previsões, que cometeu fraude intelectual na apresentação de vários dados que corroboravam suas teses e que criou uma filosofia que é, no máximo, um arremedo materialista do idealismo hegeliano, pôde obter tamanho inserção em boa parte das cabeças deste mundo? 

   A resposta dada pelo escritor Heraldo Barbuy, em seu livro Marxismo e Religião, é direta: o marxismo se mantém cada vez mais forte simplesmente porque possui aspectos maiores do que ideológicos; é, na verdade, uma verdadeira seita religiosa. 

   Mesmo com os erros de previsão, mesmo com as análises eivadas de incongruências, o marxismo permanece porque o cerne de sua força não está em suas ideias, mas em seu espírito - um espírito de seita. Como em toda seita, no marxismo a correção lógica, a rigidez filosófica ou a comprovação dos dados oferecidos são, simplesmente, dispensáveis. Se houverem, servirão para corroborar suas teses. Se não existirem, mais importante é a manutenção do fervor religioso e do apego emocional àquilo que é mais do que uma corrente de pensamento, mas uma verdadeira expressão religiosa. 

   Considerando que Marx, segundo bem demonstra Richard Wurmbrand, no livro Era Karl Marx Satanista?, possui todas as características e ideias de um, no mínimo, apreciador do demônio e, considerando também, que o diabo é um perpétuo imitador das coisas divinas, não é difícil imaginar como o marxismo desenvolveu seus aspectos miméticos, os quais estão contidos nos fundamentos, na cultura e nas ideias que professa. 

    Há no marxismo, como é comum nas seitas, também seus profetas. No caso da ideologia fundamental do esquerdismo mundial, estes são Marx e Friedrich Engels - amigo e provedor daquele. Eles, como os profetas de qualquer religião, transmitiram sua visões sobre os tempos futuros, apontaram as mazelas do presente e, de alguma maneira, prognosticaram sobre os últimos dias. Se erraram quase tudo que disseram, o que importa? Pelo contrário, o criador da teoria da Dissonância Cognitiva, Leon Festinger, já demonstrara como as seitas se fortalecem exatamente sobre seus erros mais importantes. 

   Outra imitação diabólica contida no marxismo, e que o carcteriza ainda mais como uma cópia religiosa, está na sua promessa de um paraíso vindouro. À semelhança do céu cristão, o futuro marxista é o tempo quando os males cessarão, a harmonia prevalecerá e os aspectos opressores do tempo presente não mais terão força. Até um certo saudosismo de uma Era de Ouro, nesse caso em uma interpretação tosca do paraíso adâmico, existe nos escritos de Marx, Engels e outros de seus apóstolos. Para eles, também com alguma semelhança com o Reino celeste de Cristo, o futuro paradisíaco comunista será um tempo além da história, quando os aspectos que afetam o presente não mais terão efeito. 

   Além de possuir sua própria Bíblia - no caso, o livro O Capital, do próprio Marx, o marxismo possui também o seu diabo. Enquanto, para o cristão, o diabo representa aquele que age com o intuito principal de afastar o homem da comunhão e compreensão da verdade divina, no marxismo é o capitalismo e seus burgueses (como Lúcifer e os demônios), aqueles que afastam o homem da verdade. Da mesma maneira que o diabo obscurece o entendimento do homem, para que não perceba sua condição de pecador necessitado de redenção e cura, o proletariado oprimido é alienado pelo capitalista que, por meio de seus métodos, impede que ele perceba o seu estado de alienação e busque a redenção por meio da consciência de sua posição e pela luta contra essa classe opressora. 

   A imitação parece que foi tão ampla que inclusive as falhas da cristandade se repetem no seio do marxismo. Basta ver como ele progrediu dividindo-se em novas seitas, variações, partidos e dissensões que, a despeito de cindirem, de alguma maneira, a homogeneidade ideológica, mantiveram um núcleo de fé inabalável. 

   Por isso, torna-se tão difícil convencer um marxista que a ideologia que ele professa é uma fraude. Por mais que se apresente para ele que, por exemplo, previsões como a pauperização ininterrupta do proletariado e o colapso do capitalismo não ocorreram de forma alguma (pelo contrário, os trabalhadores vivem em condições cada vez melhores e o capitalismo apenas experimentou um fortalecimento desde os tempos daqueles dois pensadores alemães), isso não afetará em nada sua crença. 

Como escreve o professor Barbuy, "o marxismo não era ciência, e sim religião; indiferente aos fatos que o contradizem, progrediu como fé". Assim, não resta nada mais senão combatê-lo como heresia, não como ideia.