segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

'Lincoln', o filme de Steven Spielberg, por Cristovam Buarque

     Assisti ao filme Lincoln, no dia seguinte à eleição do novo presidente do Senado. O centro do filme está nas articulações no Congresso norte-americano durante os dias que antecederam a votação da emenda constitucional que aboliu a escravidão nos EUA.  

   O que se percebe são os debates dentro do Congresso e a movimentação intensa do presidente e de seus assessores para obterem os votos necessários em uma decisão muito difícil, que aprovou a abolição por 119 a 56, na Câmara dos Deputados, e por 38 a 6, no Senado. 

     Até o último momento, Lincoln não tinha os votos necessários. Foi preciso uma articulação cuidadosa, um a um de um grupo de contrários ou indecisos, até obter-se a maioria, durante a própria votação. Em um suspense que em nada se parece com as votações de hoje no Congresso brasileiro, onde um rolo compressor, sem ideologia, mas por acordos anteriores, aprova qualquer proposta vinda do Poder Executivo. 

     O filme mostra a determinação e a habilidade de Lincoln. Mostra que na democracia para conseguir votos necessários no Congresso é preciso transigir, negociar, até mesmo oferecer vantagens para obter mudanças de lado entre deputados e senadores. Mas uma negociação onde o Congresso demonstre sua independência e força, mesmo com um presidente muito popular e que liderava uma guerra civil de quatro anos. 

   O filme mostra duas grandes diferenças entre o que acontece nas relações entre Executivo e Legislativo no Brasil, cujo exemplo é a eleição do presidente do Senado. Primeiro, lá as negociações não visavam criar base permanente, fazer alianças espúrias que servissem para implantar um presidencialismo monárquico. Segundo, lá as negociações foram por uma causa, a abolição da escravatura. 

     O que enfraquece hoje o Congresso brasileiro é a perda de causas no exercício da arte da política. E em consequência, sem elas, a política vira um jogo menor de artimanhas por interesses pessoais, alguns querendo o poder pelo poder, outros querendo o poder para enriquecer com dinheiro público. 

    Seria interessante passar o filme Lincoln para que os senadores assistissem e, depois, dedicassem uma sessão plenária para debater como é bonito quando Política casa com História. 

 Cristovam Buarque, senador pelo PDT do Distrito Federal e ex-reitor da Universidade de Brasília

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Muitos cientistas estão abandonando a TEORIA DA EVOLUÇÃO de Charles Darwin

Coisas que até um ateu pode ver
Por Dr Augustus Nicodemus Lopes 

    Um número razoável de cientistas e filósofos ateus ou agnósticos vem em anos recentes engrossando as fileiras daqueles que expressam dúvidas sérias sobre a capacidade da teoria da evolução darwinista para explicar a origem da vida e sua complexidade por meio da seleção natural e da natureza randômica ou aleatória das mutações genéticas necessárias para tal. 

    Poderíamos citar Anthony Flew, o mais notável intelectual ateísta da Europa e Estados Unidos que no início do século XXI anunciou sua desconversão do ateísmo darwinista e adesão ao teísmo, por causa das evidências de propósito inteligente na natureza. Mais recentemente o biólogo molecular James Shapiro, da Universidade de Chicago, ele mesmo também ateu, publicou o livro Evolution: A View from 21st Century onde desconstrói impiedosamente a evolução darwinista. 

     E agora é a vez de Thomas Nagel, professor de filosofia e direito da Universidade de Nova York, membro da Academia Americana de Artes e Ciências, ganhador de vários prêmios com seus livros sobre filosofia, e um ateu declarado. Ele acaba de publicar o livro Mind & Cosmos (“Mente e Cosmos”) com o provocante subtítulo Why the materialist neo-darwinian conception of nature is almost certainly false (“Por que a concepção neo-darwinista materialista da natureza é quase que certamente falsa”), onde aponta as fragilidades do materialismo naturalista que serve de fundamento para as pretensões neo-darwinistas de construir uma teoria do todo (Não pretendo fazer uma resenha do livro. Para quem lê inglês, indico a excelente resenha feita por William Dembski e o comentário breve de Alvin Plantinga). 

    Estou mencionando estes intelectuais e cientistas ateus por que quando intelectuais e cientistas cristãos declaram sua desconfiança quanto à evolução darwinista são descartados por serem "religiosos". Então, tá. Mas, e quando os próprios ateus engrossam o coro dos dissidentes? 

    Neste post eu gostaria apenas de destacar algumas declarações de Nagel no livro que revelam a consciência clara que ele tem de que uma concepção puramente materialista da vida e de seu desenvolvimento, como a evolução darwinista, é incapaz de explicar a realidade como um todo. Embora ele mesmo rejeite no livro a possibilidade de que a realidade exista pelo poder criador de Deus, ele é capaz de enxergar que a vida é mais do que reações químicas baseadas nas leis físicas e descritas pela matemática. A solução que ele oferece – que a mente sempre existiu ao lado da matéria – não tem qualquer comprovação, como ele mesmo admite, mas certamente está mais perto da concepção teísta do que do ateísmo materialista do darwinismo. 

    Ele deixa claro que sua crítica procede de sua própria análise científica e que mesmo assim não será bem vinda nos círculos acadêmicos: 

“O meu ceticismo [quanto ao evolucionismo darwinista] não é baseado numa crença religiosa ou numa alternativa definitiva. É somente a crença de que a evidência científica disponível, apesar do consenso da opinião científica, não exige racionalmente de nós que sujeitemos este ceticismo [a este consenso] neste assunto” (p. 7). 

“Eu tenho consciência de que dúvidas desta natureza vão parecer um ultraje a muita gente, mas isto é porque quase todo mundo em nossa cultura secular tem sido intimidado a considerar o programa de pesquisa reducionista [do darwinismo] como sacrossanto, sob o argumento de que qualquer outra coisa não pode ser considerada como ciência” (p.7). 

Ele profetiza o fim do naturalismo materialista, o fundamento do evolucionismo darwinista: 

 “Mesmo que o domínio [no campo da ciência] do naturalismo materialista está se aproximando do fim, precisamos ter alguma noção do que pode substitui-lo” (p. 15). 

    Para ele, quanto mais descobrimos acerca da complexidade da vida, menos plausível se torna a explicação naturalista materialista do darwinismo para sua origem e desenvolvimento: 

“Durante muito tempo eu tenho achado difícil de acreditar na explicação materialista de como nós e os demais organismos viemos a existir, inclusive a versão padrão de como o processo evolutivo funciona. Quanto mais detalhes aprendemos acerca da base química da vida e como é intrincado o código genético, mais e mais inacreditável se torna a explicação histórica padrão [do darwinismo]” (p. 5). 

“É altamente implausível, de cara, que a vida como a conhecemos seja o resultado da sequência de acidentes físicos junto com o mecanismo da seleção natural” (p. 6). 

    Não teria havido o tempo necessário para que a vida surgisse e se desenvolvesse debaixo da seleção natural e mutações aleatórias: 

 “Com relação à evolução, o processo de seleção natural não pode explicar a realidade sem um suprimento adequado de mutações viáveis, e eu acredito que ainda é uma questão aberta se isto poderia ter acontecido no tempo geológico como mero resultado de acidentes químicos, sem a operação de outros fatores determinando e restringindo as formas das variações genéticas” (p. 9).

    Nagel surpreendentemente defende os proponentes mais conhecidos do design inteligente: 

“Apesar de que escritores como Michael Behe e Stephen Meyer[1] sejam motivados parcialmente por suas convicções religiosas, os argumentos empíricos que eles oferecem contra a possibilidade da vida e sua história evolutiva serem explicados plenamente somente com base na física e na química são de grande interesse em si mesmos... Os problemas que estes iconoclastas levantam contra o consenso cientifico ortodoxo deveriam ser levados a sério. Eles não merecem a zombaria que têm recebido. É claramente injusta” (p.11). 

    Num parágrafo quase confessional, Nagel reconhece que lhe falta o sentimento do divino que ele percebe em muitos outros: 

“Confesso um pressuposto meu que não tem fundamento, que não considero possível a alternativa do design inteligente como uma opção real – me falta aquele sensus divinitatis [senso do divino] que capacita – na verdade, impele – tantas pessoas a ver no mundo a expressão do propósito divina da mesma maneira que percebem num rosto sorridente a expressão do sentimento humano” (p.12). 

    Para Nagel, o evolucionismo darwinista, com sua visão materialista e naturalista da realidade, não consegue explicar o que transcende o mundo material, como a mente e tudo que a acompanha: 

“Nós e outras criaturas com vida mental somos organismos, e nossa capacidade mental depende aparentemente de nossa constituição física. Portanto, aquilo que explicar a existência de organismos como nós deve explicar também a existência da mente. Mas, se o mental não é em si mesmo somente físico, não pode, então, ser plenamente explicado pela ciência física. E então, como vou argumentar mais adiante, é difícil evitar a conclusão que aqueles aspectos de nossa constituição física que trazem o mental consigo também não podem ser explicados pela ciência física. Se a biologia evolutiva é uma teoria física – como geralmente é considerada – então não pode explicar o aparecimento da consciência e de outros fenômenos que não podem ser reduzidos ao aspecto físico meramente” (p. 15). 

“Uma alternativa genuína ao programa reducionista [do darwinismo] irá requerer uma explicação de como a mente e tudo o que a acompanha é inerente ao universo” (p.15). 

 “Os elementos fundamentais e as leis da física e da química têm sido assumidos para se explicar o comportamento do mundo inanimado. Algo mais é necessário para explicar como podem existir criaturas conscientes e pensantes, cujos corpos e cérebros são feitos destes elementos” (p.20). 

    Menciono por último a perspicaz observação de Nagel, que se a mente existe porque sobreviveu através da seleção natural, isto é, por ter se tornado na coisa mais esperta para sobreviver, como poderemos confiar nela? E aqui ele cita e concorda com Alvin Plantinga, um filósofo reformado renomado: 

“O evolucionismo naturalista provê uma explicação de nossas capacidades [mentais] que mina a confiabilidade delas, e ao fazer isto, mina a si mesmo” (p. 27). 

“Eu concordo com Alvin Plantinga que, ao contrário da benevolência divina, a aplicação da teoria da evolução à compreensão de nossas capacidades cognitivas acaba por minar nossa confiança nelas, embora não a destrua por completo. Mecanismos formadores de crenças e que têm uma vantagem seletiva no conflito diário pela sobrevivência não merecem a nossa confiança na construção de explicações teóricas do mundo como um todo... A teoria da evolução deixa a autoridade da razão numa posição muito mais fraca. Especialmente no que se refere à nossa capacidade moral e outras capacidades normativas – nas quais confiamos com frequência para corrigir nossos instintos. Eu concordo com Sharon Street [professora de filosofia na Universidade de Nova York] que uma auto-compreensão evolucionista quase que certamente haveria de requerer que desistíssemos do realismo moral, que é a convicção natural de que nossos juízos morais são verdadeiros ou falsos independentemente de nossas crenças” (p.28).

    Não consegui ler Nagel sem lembrar do que a Bíblia diz: 

"Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim" (Eclesiastes 3:11). 

"De um só Deus fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós" (Atos 17:26-27). 

    Nagel tem o sensus divinitatis, sim, pois o mesmo é o reflexo da imagem de Deus em cada ser humano, ainda que decaídos como somos. Infelizmente o seu ateísmo o impede de ver aquilo que sua razão e consciência, tateando, já tocaram. 

[1] Os dois são os mais conhecidos defensores da teoria do design inteligente. Ambos já vieram falar no Mackenzie sobre este assunto.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Deus, a verdade e o homem

ESCRITO POR LEONARDO BRUNO
Não é espantoso observar que as filosofias modernas, ainda que prometam a liberdade, neguem o indivíduo?
 Ao perder a fé em Deus e Jesus Cristo, o Ocidente não está apenas se degenerando. Está literalmente enlouquecendo.
   Dentre tantas questões da nossa época, encontradas na filosofia e em muitas perspectivas políticas, há três grandes revoltas da modernidade: a revolta contra Deus; a revolta contra a verdade; e a revolta contra o homem.
   Revela-se no Ocidente a revolta contra Deus. As ideologias políticas e certas escolas filosóficas excluem Deus da história e do universo moral, político, ético e existencial do homem. O elemento da moda difundida nas universidades, na mídia e na opinião pública em geral é o materialismo e o ateísmo. Nestas teorias, o homem não precisa mais da realidade transcendente. Ele se basta a si mesmo.
   A velha Europa destronou o fundamento histórico, moral e simbólico do Cristianismo nas instituições. Grupos fanáticos de militantes secularistas e esquerdistas se revoltam contra símbolos religiosos e contra a imagem maior da cruz em várias nações do mundo. A manifestação da fé cristã é hostilizada e marginalizada, senão criminalizada. Na Suécia chegou-se ao cúmulo de falar do Natal nas escolas excluindo o nome de Jesus Cristo. O nome do menino Jesus incomoda muitos. Na lógica deles, a religião deve ser extirpada da vida pública. O único mundo a ser valorizado é o terreno, o material, o temporal.
   Por outro lado, há o sacrifício da verdade. É um lugar comum afirmar que a verdade não mais existe. Ou que ela é uma ilusão dos filósofos antigos e medievais. Há, ainda, pessoas que afirmam ser a verdade "intolerante", geradora de ódios e fanatismos. Em nome da tolerância, que tal abolir a idéia da verdade? Cada pessoa terá sua idéia, sua moral e seu fundamento e ninguém incomodará a outra com seus pensamentos. O relativismo, contraditoriamente, é o dogma da modernidade, a falsa verdade absoluta disfarçada de negação de todas as verdades.
   Por fim, o homem é diminuído. As filosofias que negam a existência de Deus e da verdade, negam também a dignidade humana. A sacralidade da vida humana é relativizada. Neste prisma, o ser humano não passa de um composto químico orgânico, de um animal mais evoluído. Não há nenhuma questão substancialmente distintiva em relação às outras espécies. Como ser apenas biológico, um dia morrerá e sumirá. Na verdade, o homem é considerado mero produto da matéria, uma insignificante engrenagem que faz parte de um todo abstrato, porém onipotente, chamado "natureza", com suas forças irracionais e impessoais. Sua inteligência e sua razão são impotentes para enfrentar ou compreender as circunstâncias pelas quais vive.
   Não é espantoso observar que as filosofias modernas, ainda que prometam a liberdade, neguem o indivíduo? A própria individualidade não passa de um efeito acidental das circunstâncias. Ela é sempre produto do meio, da genética, da sexualidade, das forças de produção econômica, da coletividade, da estrutura cultural, social e política ou da matéria. Em outras palavras, o homem não é livre. Sua liberdade e existência perdem-se num complexo arbitrário de fatores que não consegue perceber conscientemente. O homem é considerado figura amorfa de mais variados determinismos. Contudo, essa perspectiva tem uma contradição fatal: só os seus defensores conseguem perceber conscientemente essas influências. O que, na prática, confirma categoricamente a autonomia da consciência.
   A consequência da negação de Deus na história é a negação da unidade existencial do homem como ser revestido de essência. Se a moral, a cultura, as idéias, o acúmulo de conhecimentos, a filosofia, o direito e a própria história são apenas meros fragmentos existenciais dos homens que não se comunicam entre si, logo, essa realidade histórica vivida pela espécie humana não possui unidade, nem coerência. Para quê guardar o passado, se a vida só é eterno presente, eterna temporalidade? Para quê preservar a civilização, se ela não tem continuidade em seus legados? Se não há Deus na história, toda a moral, todo o conhecimento e toda a civilização se diluem em caprichos e paixões irracionais de uma época. A realidade ontológica do homem na história se perde num emaranhado de existências sem qualquer propósito, sem qualquer correlação, sem qualquer nexo de causalidade.
   Não é por acaso que o senso de moralidade definhou muito no século XX. A realidade dos campos de extermínio nazistas ou dos gulags soviéticos é a lógica elementar de uma moral utilitária, que não obedece a valores perenes, mas sim a circunstâncias e desvarios políticos. Sem a dignidade inata do homem, sem a lei natural e a transcendência, o indivíduo pode perfeitamente ser uma cobaia de um experimento social ou vítima do extermínio. O propósito de sua existência não é intrínseco à transcendência ou permanência. Depende dos caprichos de uma época, das convenções do momento, das paixões e opiniões massificadas de uma ideologia ou credo político.
   Falou-se de transcendência. Sem ela, o homem não tem a perspectiva adequada para hierarquizar os valores e as relações das coisas no universo. Não tem a faculdade nem mesmo de pensar na ciência. Até porque as noções de ato, potência, da causalidade e seus efeitos não podem ser compreendidas dentro de uma ordem arbitrária e irracional. A confusão mental da atualidade é crer que a ciência possa substituir a filosofia, a metafísica, a teologia e outras demais formas de conhecimento. Na prática, a própria ciência se autodestrói. Vira um mito, uma mistificação esotérica.
   E a abolição da verdade? É surpreendente pensar que os intelectuais, filósofos e ativistas queiram revogar a distinção básica entre verdade e erro, quando na prática, não conseguem desvinculá-la do dia a dia. É possível viver sem confiar na verdade? É possível fundamentar qualquer tipo de conhecimento no ceticismo e no agnosticismo absolutos? É possível viver sem confiança? Imaginemos uma pessoa não confiar no seu vizinho, no que lê, no que faz ou no que acredita? Isso é humanamente possível sem causar degeneração na consciência? A própria pregação em favor do ceticismo e agnosticismo absolutos implica uma crença numa verdade, ainda que contraditoriamente a negue. De fato, os céticos confiam demais no seu ceticismo, ainda que seu método, na prática, possa entrevar o raciocínio. É um estranho excesso de fé no nada. A negação prévia da verdade pode se tornar negação também da realidade. O cético, como um sofista, nega a verdade pela inépcia ou pela covardia de buscá-la.
   Aristóteles já dizia que uma das faculdades mais profundas do homem é o saber. O saber que nasce de um assombro, de uma contemplação da realidade ao seu redor. Toda filosofia de ceticismo é uma negação do assombro pela indiferença. A negação da verdade e o relativismo implicam transformar todo o conhecimento humano numa mentira conveniente. Então, não haverá verdades propriamente ditas, mas disputas retóricas falaciosas e facciosas. Na lógica do relativismo, convencer alguém é mentir melhor do que o outro. Entretanto, será que alguém vive na mentira? Será possível a mentira viver substancialmente na realidade, já que ela pertence a um não-ser, a algo inexistente? Se a mentira conveniente do relativismo fundamenta o discurso moral, político e filosófico, o que se pode esperar disso?
   Se ninguém tem compromisso com a verdade, o que resta é a imposição da mentira. Numa situação como esta, qualquer compromisso moral de honestidade já foi jogado na lata do lixo. Se há algo que se pode concluir de uma boa parte das filosofias modernas é a mentira sistematizada, consciente. Dentro do maior século da mentira, o século XX.
   Tal sintoma não apenas gera desprezo pela verdade. A consequência mais grave é o ódio até pela realidade. Variados grupos políticos propõem uma modificação radical da realidade, pelos desvarios tirânicos de suas ideologias. Grande parte dos regimes totalitários do século XX tinham este objetivo.
   As loucuras atuais do politicamente correto e da engenharia social, visando remodelar comportamentos e pensamentos, são elementos nada desprezíveis do desprezo pela realidade. Uma questão é bastante clara: a realidade não pode ser apagada. No mínimo, negada. No máximo, destruída. E mesmo assim existirá, sob escombros.
   O Cristianismo é um das poucas sólidas referências em um mundo cada vez mais confuso, perdido, dominado por credos perversos ou ceticismos vazios. Ao perder a fé em Deus e Jesus Cristo, o Ocidente não está apenas se degenerando. Está literalmente enlouquecendo. A ditadura do relativismo desumaniza o homem. Rebaixa as instituições e a moral. Contamina a verdade de falsidades. Destrona Deus e absolutiza a natureza e o Estado.
   Sem Deus, o homem perde o senso da ordem da natureza e a noção da dignidade intrínseca que possui no universo. Sem a verdade, deixa de conhecer a realidade e se perde na escuridão e ignorância. Ou, na pior das hipóteses, enlouquece. E o caminho de tudo isso é a despersonalização, a morte e o aniquilamento. Eis o abismo que espera o Ocidente

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Posse de Genoino é legal, mas desgasta petista e seu partido

Para especialistas, ato soa como contradição e fere a ética parlamentar

   A posse do ex-presidente do PT José Genoino é legal do ponto de vista jurídico, mas é ilegítima do ponto de vista ético. Para o filósofo Roberto Romano, professor de Ética e Filosofia da Unicamp, é uma contradição que uma pessoa condenada por infringir a lei seja empossada no Legislativo, na função de legislador. Condenado no julgamento do mensalão, Genoino deve tomar posse nesta quinta-feira como deputado federal.


   O ato é possível porque o petista, assim como outros condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pode apresentar recursos à Justiça, adiando a condenação final por um prazo de seis meses a um ano. Na linguagem jurídica, enquanto o último recurso não for julgado, o processo não foi “transitado em julgado” — e é nessa condição que estão os mensaleiros.

— É um tapa no rosto da cidadania. Ele foi condenado pela maior e mais alta Corte do país. Ao tomar posse, ele não apenas desobedece acintosamente ao juízo supremo, mas está dando um tapa no rosto de todo cidadão — afirma Romano.

   O professor diz que Genoino deveria pensar dez vezes antes de tomar posse como deputado federal, uma vez que o desgaste político será imenso:

— Perde o próprio Genoino, que deve ter sido mal aconselhado, perde o povo, perde o Parlamento, e perde o PT. Como pode editar leis alguém que foi condenado por não cumprir a lei? A ética não é uma escolha pessoal, uma questão de vontade. A ética é pública e coletiva — diz Romano, acrescentando que o artigo 37 da Constituição prevê que a “administração pública direta e indireta de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.

   O jurista e professor Luiz Flávio Gomes afirma que, no campo jurídico, formalmente não há impedimento para a posse, uma vez que Genoino ainda poderá apresentar recursos à Justiça, mas avalia, no campo político, que o ato causará um enorme desgaste para o PT e para a Câmara dos Deputados.

— Se ele tivesse sido julgado por acidente de trânsito, seria outra coisa. Mas foi um caso de probidade na administração pública. Não é à toa que o Congresso e o poder político perdem pontos a cada dia — diz.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Mulheres retiram o dedinho para poder usar salto sem desconforto

Nova moda entre mulheres dos EUA é mutilar o próprio pé para usar o sapato sem aquela sensação de desconforto


    Muitas mulheres nutrem uma verdadeira obsessão por sapatos – e o salto alto costuma ser o fetiche definitivo. Com ele, as mulheres chamam atenção do sexo oposto, despertam a inveja nas semelhantes e se sentem elegantes. Só tem um probleminha: dói e dói bastante. Como conciliar a beleza com a dor? 

   Uma cirurgia plástica em uma parte do corpo que fica escondida quase o tempo todo parece coisa de maluco, mas a mulherada dos EUA vem curtindo a ideia. São 3 os procedimentos mais procurados: retirar o dedinho, diminuir o tamanho de algum dedo ou injetar colágeno na parte da sola do pé perto dos dedos, na tentativa de deixar a sola mais acolchoada e ter um fim de dia menos dolorido.

   De acordo com a Associação Americana De Podologia Médica, cerca de 87% das mulheres do país sofrem algum problema no pé por causa de calçados desconfortáveis. Susan Deming (foto acima) não é exceção – amante dos sapatos, ela sempre teve muitos calos no pé esquerdo, isso por que alguns dedos eram maiores que os outros. A solução foi tirar um centímetro do que seria o dedo indicador no pé. Ainda em processo de recuperação, ela não vê a hora de poder caminhar normalmente – e correr pro shopping.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Aiatolá defende que todas as mulheres cristãs podem ser estupradas

Líder muçulmano defendeu que cristãos do Iraque devem se converter ou morrerão

    Ahmad Al Baghdadi Al Hassani é um grande aiatolá do ramo muçulmano xiita nascido no Iraque. Ele tem um histórico de confrontos com outros aiatolás importantes e atualmente está ligado a uma facção síria.

    Recentemente um vídeo onde Al Hassani declara que os cristãos são politeístas e amigos dos sionistas, causou revolta das comunidades cristãs no Oriente Médio.
   Durante uma entrevista ao Al Baghdadia, um canal de TV egípcio, Al Hassanim, conhecido defensor da jihad [guerra santa], assegurou que os cristãos do país precisam escolher “o Islã ou a morte”. Ao mesmo tempo, disse que suas mulheres e filhas podiam ser consideradas legitimamente como “esposas de muçulmanos”.
    Essa é uma maneira indireta de dizer que toda a mulher cristã  pode ser capturada e estuprada, mesmo que já seja casada, pois para os extremistas do Islã, as mulheres mantidas em cativeiro podem ser estupradas por seus captores.
    O Al Baghdadi é um dos veículos de mídia mais radicais da jihad islâmica. Durante sua fala, Al Hassanim deixou claro que é uma questão de tempo até que a minoria cristã no Iraque seja convertida ou exterminada. Na véspera do Natal deste ano ele emitiu uma fatwa [ordem sagrada] contra os cristãos do país justamente quando a catedral de Bagdá foi reaberta ao público. Com informações de Front Page Magazine.
Fonte: GoespelPrime

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Jornalista australiano critica 'tolerância' brasileira ao infanticídio em aldeias indígenas

   O jornalista australiano Paul Raffaele manifestou indignação, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) nesta quinta-feira (29/11/2012), com o que chamou de tolerância do governo brasileiro à prática do infanticídio em tribos indígenas isoladas.

  Durante cerca de duas semanas de convivência com os índios Suruwahás, no Sudoeste do Amazonas, para produzir o documentário Amazon's Ancient Tribe - First Contact, Paul constatou que o grupo incentiva o assassinato de recém-nascidos deficientes ou filhos de mães solteiras, por acreditarem que são maus espíritos.
  O jornalista afirmou que a Funai, e consequentemente o governo brasileiro, faz vista grossa à prática e que essa tolerância escapa de sua compreensão.
- Acredito que a Funai seja o órgão errado para administrar os territórios indígenas. O departamento está cheio de antropólogos que querem proteger a pureza cultural dos índios, mesmo quando isso envolve enterrar bebês vivos ou abandoná-los na floresta para serem comidos vivos por onças e outras feras - destacou.
   Paul Raffaele disse discordar da política da Funai e do governo brasileiro de tentar manter tribos indígenas isoladas do resto da sociedade. Segundo ele, ao agirem assim, concordam e aprovam com uma das piores violações aos direitos humanos em todo o mundo.
- Não consigo entender por que não há, no Brasil, uma grande discussão a respeito do assunto. Como o povo brasileiro aceita as regras desses antropólogos? Não conheço nenhum outro país no mundo que aceite crianças enterradas vivas - ressaltou.
   O jornalista, que trabalha há cerca de 50 anos visitando tribos isoladas, disse que, na maioria dos locais em que esteve, os jovens queriam ter contato com o mundo externo para buscar formação educacional e conhecimento. Raffaele afirmou que a Funai desencoraja esse tipo de atitude e incentiva os índios a permanecer na “Idade da Pedra”.
- Eles não perguntam o que os índios, principalmente os jovens, querem. Eles dizem a esses jovens o que devem fazer. Fecham as tribos no que eu chamo de museu antropológico vivo - disse.
   Raffaele lembrou que membros da Funai e do governo brasileiro negam que ainda haja assassinato de bebês e crianças em tribos indígenas, mas ressaltou que existem provas contundentes que comprovam a prática, especialmente entre tribos mais isoladas.
- Não estou falando de algo que aconteceu há séculos. Pode ter acontecido ontem e acontecer amanhã. Está na hora de o governo brasileiro ficar do lado de todas as suas crianças e não apenas daquelas não indígenas - disse.
  O senador Magno Malta (PR-ES), autor do requerimento da audiência, criticou a posição dos que defendem o ato como uma prática cultural. Ele disse acreditar que a cultura é sempre menor do que a vida e que não há justificativa para qualquer tipo de defesa à morte.
- Deus não criou a cultura, criou a vida - destacou.
 Representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Ministério Público e parlamentares presentes à udiência ressaltaram a importância do tema e afirmaram que debaterão o assunto dentro dos órgãos, para que possam ser desenvolvidos projetos que levem mais cidadania às comunidades indígenas isoladas.
   Os índios Suruwahá vivem em uma área no município de Camaruã, no Sudoeste do Amazonas. O grupo, composto hoje por cerca de 140 pessoas, é também conhecido como “povo do veneno”, devido à prática e veneração do suicídio, que constitui uma das características mais marcantes de sua cultura.
   O consultor legislativo Fabiano Augusto Martins Silveira, representante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), afirmou que as condutas verificadas na tribo podem ser classificadas não só como infanticídio, mas também como homicídio. De acordo com ele, cabe aos órgãos de proteção agir para impedir suicídios e homicídios.
- Não podemos ser tolerantes com aqueles que aceitam ou propagam a morte - disse.
Fonte : Agencia Senado

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Corte americana bloqueia lei que proíbe tratamento contra homossexualidade


     Uma corte federal de apelações da Califórnia (EUA) bloqueou nesta sexta-feira a entrada em vigência de uma lei estadual destinada a proibir que os terapeutas tentem mudar a orientação sexual de um menor. Em uma ordem breve, a corte concordou em congelar a lei estadual, cuja entrada em vigor estava prevista para o dia 1º de janeiro, até que se decida sobre sua constitucionalidade. A lei submeteria psicólogos, psiquiatras e outros profissionais da saúde mental a ações disciplinares sobre suas licenças em caso de fornecerem tratamento a menores com o objetivo de mudar sua orientação sexual. O estado diz que estes tratamentos, destinadas aos homossexuais, são ineficazes e perigosos. Um grupo de terapeutas, menores e pais, representados por um grupo cristão de direitos, processou o Estado da Califórnia sobre a base de que a nova lei viola os direitos de liberdade de expressão. Um juiz da corte do distrito se negou a bloquear a proibição, e os opositores da lei apelaram à corte superior. A lei SB-1172, denominada "Sexual Orientation Change Efforts", foi aprovada pelo governador Jerry Brown no dia 30 de setembro e promovida pelo senador Ted Lieu, sendo qualificada de "histórica" por alguns e uma "flagrante violação de liberdades" por outros. Os opositores dessa lei insistem em que se trata de uma intromissão no direito dos cidadãos, ao impedir que quem "experimenta de forma indesejada uma atração por pessoas do mesmo sexo" possa receber uma assessoria de acordo com suas "crenças morais e religiosas". O pilar fundamental da nova lei é um relatório elaborado pela American Psychological Association (APA) em 2009, no qual se citam a depressão, a tendência suicida e a ansiedade como efeitos negativos dos "tratamentos reparadores". Em suas conclusões, no entanto, a APA desaconselhou a prática desses tratamentos, por considerar que há "evidências insuficientes" que os justifiquem e devido a que a homossexualidade "não é uma doença mental", mas uma variação "positiva" da sexualidade do ser humano. 

Fonte: R7

Conheça quatro deslizes que comprometem a beleza e a saúde

Usar aquele xampu incrível que sua amiga te indicou? Ignorar o prazo de validade do make? Nem pensar! Fique atenta aos hábitos inadequados que prejudicam sua beleza e saúde


    De que adianta investir na vaidade com cosméticos e tratamentos estéticos se alguns cuidados básicos não são adotados com o corpo? “Hábitos inadequados podem colocar tudo a perder e, pior, comprometer sua beleza e saúde”, acredita a dermatologista Vanessa Penteado, médica da Clínica Pantheon (SP). Para esclarecer suas dúvidas, Vanessa e o também dermatologista Anderson Bertolini, diretor médico da Clínica Bertolini (SP) fizeram uma listinha dos principais erros que podem (e devem!) ser corrigidos por quem deseja estar em paz com a beleza:

Usar xampu errado


    Os xampus visam o tratamento do couro cabeludo e dos cabelos; logo, o uso de tipos inadequados a cada caso pode afetar a saúde de ambos. “Por exemplo, se uma pessoa que sofre com seborreia e couro cabeludo oleoso utilizar um xampu hidratante, o problema se torna mais intenso, os fios pesados, opacos e sem brilho. O contrário também acontece: se alguém com couro cabeludo ressecado usar um xampu para cabelos oleosos, eles ficarão quebradiços, sem coloração e com pontas duplas”, exemplifica Bertolini. “Nada de modismos ou usar aquele produto indicado pela amiga. Aposte em um xampu que realmente seja indicado para os seus fios e, na dúvida sobre qual escolher, converse com um especialista”, completa Vanessa.

Usar maquiagem vencida
 
    De acordo com Vanessa, o vencimento da maquiagemindica o limite de prazo da estabilidade da fórmula antes de estragar. Portanto, nada de comprar o make, colocá-lo nanécessaire e usá-lo continuamente sem ficar de olho nessa data. “O produto vencido, além de poder ter sua cor alterada, pode precipitar sensibilizações na pele ealergias, tornando-a intolerante ao produto”, alerta o dermatologista Bertolini. “É melhor abrir mão de um batomou sombra “queridinho” que ter consequências desagradáveis à saúde da pele”, destaca Vanessa.

Usar roupas apertadas


    A dermatologista Vanessa explica o uso de peças de roupa apertadas podem prejudicar o contorno corporal, pois a gordura tende a se estocar acima ou abaixo da zona de compressão das peças. “As calças jeans justas, por exemplo, favorecem o aparecimento de celulites, pois compromete a drenagem linfática e circulação do local; além de contribuir para o aparecimento de fungos na região, já que a região fica muito abafada”, explica Bertolini. Para Vanessa, a regra também vale para lingeries justas demais, que marcam o corpo e pioram a celulite. “Na hora de escolher o que vestir, use o bom senso. Dá para usar uma calça mais justa em dias alternados, evitando assim comprometer a beleza e a saúde”, aconselha a médica.

Preguiça de enxugar-se


    Enquanto nos dias frios as pessoas têm pressa para se secar e vestir-se rapidamente, no calor gostam de manter o corpo úmido para ter uma sensação de frescor. No entanto, algumas regiões como os pés e a virilha devem ficar bem secas. “O ambiente corporal úmido favorece o aparecimento de micoses, principalmente em áreas de dobras como virilha e área submamária. O fungo gosta de locais quentes e úmidos, logo, a preguiça de secar-se corretamente associado calor, suor e dias quentes favorecerá a contaminação por fungos em toda a superfície corporal”, avisa Bertolini. Além de passar atoalha em todos os locais, uma dica é contar com a ajuda do secador de cabelos, principalmente entre os dedos dos pés. "Só não aproxime muito o aparelho do corpo para evitar queimaduras", lembra Vanessa.

Brasileiro confia mais no STF que no Congresso, diz pesquisa


    O STF (Supremo Tribunal Federal) tem índice de confiança maior que o do Congresso Nacional entre a população, aponta pesquisa Ibope. Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", que divulgou a pesquisa, em uma escala de 0 a 100, o Supremo tem nota 54, contra 34 das Casas legislativas.

    Pesquisa Datafolha de 16 de dezembro já mostrava que a confiança dos brasileiros no STF cresceu durante o julgamento do mensalão.

    De acordo com o estudo do Datafolha, a mais alta corte do país foi a única instituição que obteve aumento no grau de confiança da população nos últimos quatro meses. No levantamento realizado em agosto, 67% dos entrevistados disseram confiar no Supremo. Em dezembro, foram 70%.
Sergio Lima - 10.dez.2012/Folhapress
Ministros durante sessão do STF; eles receberão aumento de 5% no ano que vem
Ministros durante sessão do Supremo Tribunal Federal
    
    Não é possível fazer comparações sobre a pesquisa Ibope, pois é a primeira vez que o instituto mede o índice de confiança do STF na população.

   Ainda na pesquisa Ibope, o Congresso é apontado como a instituição de menor confiança entre os brasileiros se comparado às outras seis medidas pelo estudo. O Corpo de Bombeiros é o líder com 83 pontos. Em medição de junho deste ano, o Congresso ficou em penúltimo lugar, à frente apenas dos partidos políticos.

    A pesquisa Ibope também mostra diferenças no grau de confiança entre os brasileiros. Os mais confiantes são os mais ricos (o índice chega a 60 pontos na faixa de renda familiar superior a 10 salários mínimos), entre quem mora nas regiões Norte e Centro-Oeste (também 60 pontos) e entre os com 50 anos ou mais (56 pontos).

sábado, 22 de dezembro de 2012

Estupro coletivo em ônibus causa comoção na Índia

Um caso de estupro coletivo dentro de um ônibus na capital indiana, Nova Déli, vem provocando comoção no país.

Pressão popular levou o governo a anunciar medidas de
segurança nesta quarta-feira
   A vítima foi uma estudante de 23 anos, que está internada em estado grave desde o incidente, no domingo.

   A estudante de medicina e um amigo do sexo masculino que a acompanhava teriam sido atacados também com barras de ferro antes de serem jogados para fora do ônibus.Cinco pessoas, incluindo o motorista do ônibus no qual ocorreu o ataque, foram presas. A polícia diz estar procurando ainda mais uma pessoa.

Jatos de água

   Nesta quarta-feira, um grande protesto em Nova Déli pedindo punições fortes contra os estupra-dores foi dispersado pela polícia com jatos de água após manifestantes tentarem derrubar barreiras de metal em frente à casa da chefe de governo de Nova Déli, Sheila Dikshit.
    Em outras partes da cidade, grupos de estudantes universitários montaram barricadas para protes-tar contra as autoridades.
   Em resposta aos protestos, o governo anunciou uma série de medidas para tentar aumentar a segurança para mulheres na cidade.
    Na noite de terça-feira, a líder do majoritário Partido do Congresso, Sonia Gandhi, visitou o hospital no qual a estudante atacada está internada.
   Ela disse posteriormente que "as medidas mais estritas possíveis" devem ser tomadas para prevenir tais incidentes.

Pressão


    O governo vem sofrendo grande pressão de membros da oposição, de estudantes e de grupos ativistas pelos direitos das mulheres, que acusam as autoridades de não fazer o suficiente para combater os crimes contra as mulheres.

   Nesta quarta-feira, deputadas do partido oposi-tor Bharatiya Janata (BJP) também realizaram um protesto em frente ao Parlamento, enquanto cen-tenas de ativistas e estudantes gritavam palavras de ordem em frente ao quartel-general da polícia de Nova Déli.
   Pressionado pela oposição, o ministro do Interior, Sushil Kumar, fez nesta quarta-feira um pronun-ciamento sobre o caso pela segunda vez em dois dias.
   Shinde disse que haverá mais patrulhas policiais noturnas e que todos os motoristas de ônibus e seus auxiliares serão submetidos a checagens.
    Ele também afirmou que ônibus com janelas escurecidas e cortinas - como o veículo onde ocorreu o estupro no domingo - serão confiscados.
Fonte: BBC - Brasil

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Onde estava Deus no massacre em escola nos EUA? Huckabee responde

Por Amanda Gigliotti  

     Depois do tiroteio na escola primária Sandy Hook, em Connecticut, nos Estados Unidos, que matou pelo menos 26 pessoas, um debate surgiu sobre onde estava Deus nessa hora. O político Mike Huckabee rebateu o questionamento, em um comentário na Fox News, gerando críticas, mas comovendo vários. 

“Nós perguntamos por que há violência em nossas escolas, mas nós temos sistematicamente removido Deus de nossas escolas”, afirmou o ex-governador do Arkansas. 

 “Devemos ficar tão surpresos que as escolas iriam tornar-se lugar de carnificina? Por que temos tornado um lugar onde nós não falamos sobre eternidade, a vida, o que significa a responsabilidade, prestação de contas.” 

     Depois de suas declarações, muitos criticaram o ex-governador concluindo que ele disse que se houvesse mais oração nas escolas, o tiroteio não haveria acontecido. 

     Entretanto, Huckabee negou tal alegação. “É muito mais do que apenas tirar a oração ou a leitura da Bíblia fora das escolas”. 

 “É o fato de que as pessoas processam uma cidade, para que não sejamos confrontados com uma cena de uma manjedoura ou uma canção de Natal (...)" 

"(...) Nós cuidadosamente e intencionalmente paramos de dizer que coisas são pecaminosas, e nós os chamamos de doenças. As vezes até dizemos que são normais (...)" 

"(...) E para chegar onde temos que abandonar as verdades morais de fundamento, então nos perguntam: ‘Bem, onde estava Deus?`” 

      Huckabee responde: “nós o escoltamos para fora de nossa cultura, e o temos marchado para fora das praças públicas.”  E ainda esclarece que em seu ver, Deus esteve presente no momento da tragédia de várias formas. 

“Ele apareceu na vida de professores que colocaram suas vidas entre um homem armado e seus alunos. Ele apareceu em policiais que correram para dentro da escola sem saber se seria atingidos com uma chuva de balas.” 

“Ele apareceu na forma de abraços e lágrimas para crianças, parentes e professores que vivenciaram a chacina.” 

“Ele mostrou-se nos cultos de igrejas lotadas, onde as pessoas acendiam velas e oravam.” 

     De acordo com informações da mídia, alguns professores que se amontoaram nos armários oraram junto com seus alunos durante o incidente. Esta semana, as primeiras cerimônias fúnebres aconteceram. 

      Diversas escolas agendaram minutos de silêncio para a manhã desta sexta-feira em nome das vinte crianças e seis funcionários mortos na escola.