segunda-feira, 8 de outubro de 2012

PMDB e PSDB perdem vereadores, e PT cresce nas câmaras municipais

PMDB elegeu maioria dos vereadores, mas teve queda em relação a 2008. PSDB também teve menos eleitos, e PT teve aumento de 22%. 
Fonte: G1


   
     O PMDB e o PSDB foram os partidos que mais elegeram vereadores no país nas eleições de 2012, mas ambos tiveram queda no total de eleitos nas câmaras municipais em comparação com as eleições de 2008.

     Já o PT é a legenda que mais terá cadeiras de vereadores nas capitais e também a que mais cresceu entre as maiores legendas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a quase totalidade dos votos apurados nas eleições municipais deste domingo. 

     Segundo a apuração, 7.825 vereadores do PMDB irão ocupar vagas nas câmaras municipais pelo país. Os eleitos pela sigla representam 14% do total do país. Ainda assim, o partido perdeu cadeiras. Nas eleições de 2004, havia eleito 8.311 vereadores no país. Em 2008, foram 8.475 eleitos pela legenda. 

     Em seguida, aparecem no ranking o PSDB, com 5.146 vereadores eleitos, PT, com 5.067 eleitos e PP, com 4.840 futuros vereadores. Cada legenda tem 9% do total de eleitos às câmaras municipais. 

     O PSDB também perdeu cadeiras. Em 2008 havia eleito 5.897 vereadores, e, em 2004, um total de 6.564. O PT, por sua vez, cresceu nas câmaras municipais. Em 2004 haviam sido eleitos 3.681 vereadores, em 2008 foram 4.168 e, nestas eleições, o Partido dos Trabalhadores aparece como o 3º com maior número de cadeiras nas câmaras, 5.067. 

     O PT também foi o partido com mais vereadores nas cidades com mais de 200 mil eleitores, 238 no total, contra 205 em 2008, quando o partido também liderava. Em segundo lugar aparece o PMDB (176), PSDB (174) e PSB (143). 

     O PSD, partido criado em 2011, é o 5º partido que mais elegeu vereadores em todo o país na primeira eleição municipal de que faz parte -- 4.570 eleitos. Foi também o quarto do país em número de prefeituras. 


Câmaras nas capitais 

       Já nas capitais brasileiras, o PT foi o que elegeu mais candidatos a vereador. São 84 cadeiras destinadas ao partido, contra 75 para o PMDB, 66 para o PSB e 65 para o PSDB. 

     O PT ganhou 5 cadeiras nas capitais, o PMDB perdeu uma, o PSDB perdeu 8 vagas e o PSB ganhou 18. 

     O PSTU foi o partido que elegeu o menor número de vereadores do país: 2. Em seguida aparece o PCB, com 5 vereadores eleitos no país. 

    O PSOL elegeu 49 vereadores ao todo. 

Raio-X 

     Por região do país, o PMDB perde apenas na região Sudeste em número de cadeiras nas câmaras, para o PSDB. Foram 2.089 candidatos tucanos eleitos vereadores, contra 1.870 peemedebistas. 

     A maior vantagem do PMDB está na região Sul, onde o partido elegeu 2.574 candidatos, e no Nordeste, com 2.091 vereadores eleitos. 

     O PSD tem mais eleitos no Nordeste, 1.875 vereadores, o PT no Sudeste (1.585) e Nordeste (1.385), e o PMDB no Sul (2.574) e Nordeste (2.091).

domingo, 7 de outubro de 2012

Pesquisa volta a mostrar pouca diferença entre Obama e Romney

Levantamento online mostra apoio de 47% dos eleitores a Obama, contra 45% para Romney 
Fonte: R7
     O candidato republicano Mitt Romney continuou a aparecer com pouca diferença em relação ao presidente Barack Obama na pesquisa Reuters/Ipsos deste domingo, com dois pontos a menos pelo terceiro dia seguido após ter se saído melhor no debate da semana passada, em Denver. 

     Na pesquisa online, 47% de pessoas com idade para votar disseram que votariam em Obama se as eleições de 6 de novembro fossem agora, e 45% mostraram apoio a Romney. 

     Esse resultado consolida uma escalada do republicado, que na época do debate estava seis pontos atrás de Obama, na mesma pesquisa. No entanto, o método da pesquisa tem pouca relação com a votação real, já que a eleição nos Estados Unidos não é feita diretamente, mas sim por meio do colégio eleitoral (entenda no infografico abaixo).  

     A performance de Romney no debate, acredito eu, aumentou as intenções de voto para ele, por enquanto. É uma mudança significante ante duas semanas atrás", declarou Julia Clark, especialista em pesquisas da Ipsos. 

     No entanto, a melhora de Romney depois do debate, o primeiro dos três que fará com Obama neste mês, parece ser limitado. 

 "Se o debate foi um divisor de águas vamos ver Romney continuando a subir", afirmou ela. "Ele acirrou a disputa, mas não parece estar superando Obama", acrescentou. 

     A pesquisa de sábado mostrou resultados exatamente iguais, enquanto a de sexta-feira mostrou 46 por cento para Obama e 44 para Romney. 

    A pesquisa Reuters/Ipsos tem uma margem de erro de 2,7 pontos percentuais para cima ou para baixo e entrevistou 1.745 eleitores registrados e 1.490 possíveis eleitores durante quatro dias.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Mensalão foi compra de votos e não caixa 2, confirma STF

Ao condenar parlamentares que receberam dinheiro, ministros do Supremo concluíram que houve compra de apoio político no Congresso durante o governo Lula

Fonte: O Estado de S.Paulo

     BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal confirmou nessa segunda-feira, 1º, a existência de um balcão de compra e venda de apoio parlamentar e condenou por corrupção passiva todos os deputados que receberam dinheiro do mensalão. A tese do caixa 2 de campanha, encampada pelo PT e pelo ex-presidente Lula, foi rechaçada pela maioria dos ministros do STF.

     Para o decano da Corte, ministro Celso de Mello, "marginais do poder" formaram uma "quadrilha de assaltantes de cofres públicos" que praticaram atos que comprometem a "integralidade dos valores que formam a ideia de República" e frustram "a consolidação das instituições".

     Na sessão dessa segunda, foram condenados por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha Pedro Corrêa (PP-PE) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). O delator do mensalão, Roberto Jefferson, Bispo Rodrigues e Romeu Queiroz e o deputado Pedro Henry (PTB-MT) foram condenados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. E o ex-deputado José Borba (PP-PR), por corrupção passiva.

     Ao condenar todos os parlamentares que receberam recursos do mensalão, ministros confirmaram que houve compra de apoio parlamentar no Congresso para aprovar projetos de interesse do governo Lula. "O que houve, a meu ver, considerada a corrupção e que o dinheiro não cai do céu, foi a busca de uma base de sustentação", afirmou o ministro Marco Aurélio Mello. "Essa corrupção não visou a cobrir simplesmente deficiências de caixa dos diversos partidos envolvidos na espécie, mas sim a base de sustentação para aprovarem-se, sofrendo com isso a própria sociedade, determinadas reformas", acrescentou.

     O presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto, afirmou que apelar à versão do caixa dois chegava a ser absurdo. Decano da Corte, Celso de Mello disse que o esquema do mensalão comprometeu a República e pôs em risco a legitimidade das instituições. "Esses atos significam tentativa imoral e ilícita de manipular criminosamente à margem do sistema constitucional o processo democrático."

     Rechaçada. A tese de que os recursos serviram para o pagamento de despesas de campanha não contabilizadas foi rechaçada também por Celso de Mello, Gilmar Mendes, Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Marco Aurélio. Rosa Weber e Dias Toffoli não chegaram a se manifestar abertamente sobre o destino dos recursos. O revisor, ministro Ricardo Lewandowski, indicou em seu voto concordar com a tese de que o mensalão foi usado para saldar um acordo entre partidos firmado em 2002.

     Independentemente de divergências, todos os ministros condenaram os parlamentares que receberam o mensalão. Na sessão de ontem, os ministros precisavam apenas confirmar a condenação de Pedro Henry, decidir se deputados formaram quadrilhas para receber o dinheiro e dissimular sua origem e ainda definiriam a situação de outros réus.

     Com a condenação dos réus que receberam os recursos do mensalão, o STF encerra, nesta 30.ª sessão, mais um capítulo. Nesta quarta, 3, a Corte entra no capítulo mais complexo do processo: decidir sobre quem estava no comando do esquema. Serão julgados os dirigentes petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares.

sábado, 29 de setembro de 2012

Veja quem foram os protagonistas da queda do 1º presidente eleito do País após ditadura

Impeachment de Collor

     A abertura do processo de Impeachment de Fernando Collor de Mello na Câmara dos Deputados completa 20 anos neste sábado (29). Por 441 a 38 votos, a Câmara votou pelo impedimento do presidente, que renunciou o cargo antes de ser condenado. Além de político, Collor também é jornalista, economista, empresário e escritor. Primeiro presidente eleito pelo povo após o regime militar (1964 a 1985), Collor governou o País nos anos de 1990 a 1992 e, após menos de dois anos de governo, sofreu um impeachment que marcou a história da política brasileira. Collor tem ainda o "título" de presidente mais jovem da história do Brasil. Entre agosto e setembro de 1992, um movimento de jovens e estudantes — os Caras Pintadas — abriu caminho para o impeachment.


Quando foi presidente, Fernando Collor era casado com Rosane Collor (foto). A ex-primeira dama ajudou a revelar que o ex-marido tinha um envolvimento maior com PC Farias, empresário e ex-tesoureiro da campanha de Collor ao Planalto em 1989



O vice-presidente de Fernanndo Collor era Itamar Franco. O governo de Collor foi marcado pela implantação do Plano Collor e a abertura do mercado nacional às importações. No início, seu plano teve uma boa aceitação, mas depois aprofundou a recessão econômica brasileira. A inflação chegou a 1.200% ao ano.


Pedro Collor de Mello, irmão de Fernando Collor, foi ponto de partida para a descoberta do esquema, já que fez a denúncia do esquema de corrupção política envolvendo Paulo César Farias, tesoureiro de Collor. Essa denúncia, feita em entrevista exclusiva ao jornalista Luís Costa Pinto e publicada na revista Veja em edição com data de capa de 27 de maio de 1992, desencadeou o processo de impeachment de Collor.


O empresário Paulo César Farias era o principal pivô do esquema de corrupção. Essas articulações políticas durante o mandato de Collor ficou conhecido como ‘esquema PC Farias’, plano que teria desviado mais de US$ 1 bilhão dos cofres públicos.


Luiz Lindbergh Farias Filho, conhecido apenas como Lindbergh Farias, foi o líder estudantil político na época do impeachment do então presidente Fernando Collor. Ele liderou a campanha dos Caras Pintadas em 1992. Hoje, Lindbergh é senador.


Thereza Collor é viúva de Pedro Collor, irmão de Fernando Collor de Mello. Thereza deu entrevistas que deram início às denúncias de corrupção, que contribuíram para o impeachment do ex-cunhado



Thereza Collor foi peça fundamental para esclarecer o esquema de corrupção encabeçado por Fernando Collor e PC Farias.


Em depoimento durante a CPI que investigava o então presidente da República, o motorista de Collor, Eriberto França, foi ao Congresso e confirmou os depósitos de PC Farias para a secretária do presidente, Ana Acioli. No mesmo mês, França declarou à revista IstoÉ que PC Farias pagava as contas da Casa da Dinda.


Zélia Maria Cardoso de Mello foi à primeira mulher a ocupar o cargo de ministra a Fazenda, no ano de 1990, na posse de Fernando Collor.  Zélia ajudou a elaborar o Plano Collor

José Bernardo Cabral é formado em direito e, no ano de 1990, tornou-se Ministro da Justiça do governo Fernando Collor. Ocupou o cargo por apenas por sete meses.


O vice-presidente da República, Itamar Franco, recebe do senador Dirceu Carneiro o documento que o tornaria Presidente em exercício, após o impeachment de Fernando Collor de Mello em 1992


O vice-presidente da República, Itamar Franco, posou ao lado do genereal Carlos Tinoco, na ocasião do impeachment do até então Presidente Collor


Estudantes participam de manifestação, convocada pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e pelo PCdoB, pedindo o impeachment do presidente Fernando Collor



Jovens pintam os rostos e corpos e saem à rua para protestar e pedir o impeachment do então presidente Collor



Neste sábado (29), o impeachment de Fernando Collor, hoje senador, completa 20 anos


Hoje, Fernando Collor é senador da República pelo PTB.

Fonte: R7

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Joaquim Barbosa afirma que absolver réus por lavagem de dinheiro é crer que eles acreditavam em Papai Noel

Ministro relator do mensalão rebateu os argumentos de Ricardo Lewandowski


Carolina Martins, do R7, em Brasília....

     Antes de dar início à rodada de votos dos oitos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que vão se manifestar, nesta quinta-feira (27), sobre as acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro contra deputados, o presidente da Corte, ministro Ayres Brito, passou à palavra para o relator do processo, Joaquim Barbosa.

     No início da 29ª sessão de julgamento do mensalão, Barbosa decidiu rebater os argumentos usados pelo ministro revisor, Ricardo Lewandowski, para absolver todos os parlamentares das acusações de lavagem de dinheiro. Para o relator, Lewandowski está “equivocado” ao não aceitar dolo eventual no crime de lavagem. Dolo eventual é quando o agente, mesmo sem querer efetivamente cometer a infração, assume o risco de cometê-la.

     Foi com esse argumento que Lewandowski absolveu os réus. Mas Barbosa tentou convencer os outros colegas que a tese não se sustenta no caso do mensalão.

     — Os réus lançaram mão dessa engrenagem de lavagem porque sabiam da origem ilícita do dinheiro. A não ser que acreditaram piamente que Marcos Valério e o Banco Rural haviam se transformado em Papai Noel, decidindo distribuir dinheiro nas praças.


     Ao contrário de Joaquim Barbosa, Lewandowski sustenta que o fato dos réu não terem assinados recibos do dinheiro repassado a eles é mais um ato de corrupção e não configura, isoladamente, a lavagem de dinheiro. Para o revisor, não há provas de que os acusados sabiam da origem dos recursos recebidos.

Pedro Henry

     O ministro relator também rebateu os argumentos usados pelo revisor para absolver o líder do PP (Partido Progressista) à época do suposto mensalão, Pedro Henry. Joaquim Barbosa discorda do entendimento de Lewandowski, de que as acusações contra esse réu teriam sido genéricas e não individualizadas.

     Para sustentar seus argumentos, Barbosa citou trechos de depoimentos de testemunhas que atestam que Pedro Henry participou de reuniões nas quais foram negociados os repasses de dinheiro. Para o ministro relator, está clara a participação do réu.

R7 Notícias

O escândalo do mensalão


     — É equivocado, a meu sentir, a proposta de absolver Pedro Henry por não haver prova de que ele recebeu propina do esquema Valério-Rural. Ele era um dos líderes de seu partido e, nessa condição, negociou a troca de dinheiro por apoio político.

     De acordo com a denúncia, Pedo Henry recebeu propina em troca de apoio ao governo e formou sua própria quadrilha para lavar o dinheiro da corrupção. A defesa nega que ele tenha tratado de assuntos financeiros com o PT e diz que ele não tinha conhecimento da origem ilegal dos valores recebidos pelo PP.

     O ministro Lewandowski ouviu todas as considerações e não pediu a palavra para rebater nenhum do argumentos reforçados por Joaquim Barbosa.

domingo, 23 de setembro de 2012

Países violadores de direitos humanos compram armas do Brasil



Fonte: R7

     Quarto maior vendedor de armas do mundo, o Brasil vendeu, nos últimos dez anos, armamentos para países no topo da lista de violadores de direitos humanos, como Argélia, Iêmen, Indonésia, Paquistão e República Democrática do Congo. As informações são do instituo independente Iniciativa Norueguesa em Transferência de Armas Leves (NISAT, na sigla em inglês).

     Apesar de as vendas serem controladas por Itamaraty, Exército e Ministério da Defesa, nenhuma das três instituições informou ao R7 a lista dos países compradores, apesar dos pedidos da reportagem.

     Para o coordenador da área de controle de armas do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, é necessário questionar para onde estão indo as armas brasileiras.

— Para quem a gente está exportando? Para quais órgãos? Para quê essas armas vão servir?

     Um dos grandes compradores é a Argélia, país que, apenas em 2008, comprou mais de US$ 7 milhões em armamentos daqui. Esse país africano é acusado pela Anistia Internacional de sérias restrições à liberdade de expressão, discriminação de mulheres e tortura de presos.

     Segundo o Itamaraty, o governo avalia cada venda e assegura que a exportação respeita os compromissos internacionais do País, bem como embargos da ONU.

Conheça a seguir alguns países importadores e entenda as regras para a venda de armas.

domingo, 5 de agosto de 2012

José Dirceu era o chefe do esquema, diz procurador-geral da República

Roberto Gurgel afirma que tem provas de que petista comandava o mensalão

Carolina Martins, do R7, em Brasília
     Para Gurgel, ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula comandou esquema "atrevido e escandaloso" de desvio de recursos públicos.

     Depois de afirmar que tem provas de que o mensalão existiu, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, avaliou que nunca houve no País um esquema de desvio de dinheiro público tão "atrevido e escandaloso" como ele. Segundo a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), o mensalão foi compra de apoio político no Congresso durante o primeiro mandato do governo Lula — comandado por José Dirceu.

     Nesta sexta-feira (3), segundo dia do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), Gurgel começou a ler as denúncias pelo chamado núcleo político do mensalão e, segundo a PGR, José Dirceu era o chefe do esquema.

     Roberto Gurgel fez questão de enfatizar que, ao contrário do que diz a defesa do réu, alegando que não há provas de que Dirceu tenha participado do mensalão, a PGR tem certeza de que o ministro da casa Civil no governo Lula foi o "autor intelectual" do esquema.

     — O acusado afirma que não existe prova de que tenha praticado os atos. Isso porque, como quase sempre ocorre com os chefes de quadrilha, o acusado não aparece nos atos de execução do esquema. Mas a Procuradoria Geral comprovou os atos praticados por José Dirceu.

     Ainda de acordo com Gurgel, em todos os depoimentos prestados, Marcos Valério, acusado de ser o agente financeiro do mensalão por meio de suas agências de publicidade, afirmou que José Dirceu sabia de todos os atos praticados e tinha conhecimento dos pagamentos.

     Para a PGR, não há dúvidas de que Dirceu comandou as ações dos outros acusados e era o responsável por coordenar negociações dos líderes partidários e conseguir os recursos financeiros.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Julgamento histórico do mensalão começa hoje no STF

Supremo Tribunal Federal deve concluir sessões só em setembro

Carolina Martins, do R7, em Brasília

     Em maio de 2005, começou a vir à tona um dos maiores escândalos de corrupção envolvendo o suposto pagamento de propina, com dinheiro público, a parlamentares que se comprometeriam em apoiar o governo no Congresso Nacional. Conhecido como mensalão, o esquema foi denunciado na metade do primeiro mandato do presidente Lula.

     Tudo começou quando foi divulgada uma filmagem, na qual o chefe do departamento de contratações dos Correios na época, Maurício Marinho, aparece negociando licitações em troca de suborno. No vídeo, ele afirma que tinha o respaldo do deputado federal, Roberto Jefferson (PTB-RJ) para realizar as negociações.

     As imagens vazaram porque um dos empresários teria ficado insatisfeito com alguns acordos firmados e decidiu gravar as negociações ilegais para denunciar o esquema. Mas, o que parecia ser uma fraude nas licitações dos Correios, ganhou grandes proporções quando o deputado que estava no centro das denúncias decidiu falar o que sabia.

     Acusado de dar respaldo ao esquema de licitações ilegais dos Correios, Roberto Jefferson foi alvo de investigação do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por quebra de decoro. Acuado, revelou que a fraude era muito maior. Segundo o deputado, o PT mantinha um esquema de pagamento mensal de propina para que os parlamentares apoiassem os projetos do governo no Congresso.

     Ele assumiu que o próprio partido, o PTB, recebeu a oferta do PT. E acusou a alta cúpula do Partido dos Trabalhadores de ser a responsável pelos repasses. Na lista de envolvidos estavam o ministro da Casa Civil na época, José Dirceu, o então presidente do PT, José Genoíno, e o tesoureiro do partido, Delúbio Soares. Roberto Jefferson foi direto ao fazer as denúncias.

— O Delúbio está repassando dinheiro para partidos da base e os partidos da base estão distribuindo para seus deputados o mensalão de R$ 30 mil.


R7 Notícias

O escândalo do mensalão


Julgamento

     Sete anos depois, o STF (Supremo Tribunal Federal) vai julgar o caso. São 38 réus no processo, incluindo Roberto Jefferson, José Dirceu e Marcos Valério.

     As sessões de julgamento do mensalão começam nesta quinta-feira (02). A previsão é que até setembro o Brasil já saiba quem são os inocentes e a punição dos considerados culpados.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Conheça as peças-chaves do julgamento do mensalão

Os 11 ministros do Supremo se reúnem a partir de quinta-feira para análise do caso

Maria Carolina Lopes, do R7, em Brasília

     Os onze ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) vão se reunir em agosto para o maior julgamento da República. A corte é eclética. Dois ministros foram indicados pela presidenta Dilma Rousseff; seis, por Lula; os outros três por Collor, Sarney e Fernando Henrique Cardoso.

     Atualmente, Ayres Britto é o presidente do STF, mas em novembro terá que ceder a cadeira a Joaquim Barbosa, primeiro ministro negro do STF. Barbosa é o relator do caso.

     A corte também é composta por uma mulher, Rosa Weber, indicada há apenas oito meses pela presidenta Dilma Rousseff. Além dos ministros, o plenário do Supremo terá a participação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que vai sustentar as acusações contra as pessoas supostamente envolvidas com o mensalão.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Aumento para professores vai custar R$ 3,9 bi ao governo

Categoria está reunida para decidir se aceita proposta feita pelo governo federal

Do R7
     O governo terá que investir R$ 3,9 bilhões até 2015 para manter o aumento no salário dos professores proposto nesta sexta-feira (13). De acordo com a ministra do planejamento, Miriam Belchior, do total do montante, 40% serão usados a partir de 2013 e o restante será gasto até 2015.

     Caso o sindicato concorde com a proposta, 143 mil professores terão direito ao aumento. De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o maior aumento, de 45%, será para os professores doutores. Entretanto, o reajuste também vai beneficiar os demais 20% dos professores, que atuam em regimes de 40 ou 20 horas semanais e sem regime.

— Esses professores terão aumento entre 12% e 20% do salário.

     Segundo a ministra do planejamento, houve precipitação de determinadas lideranças sindicais.

— Havia o compromisso [do governo] de apresentar uma proposta e não seria necessário comprometer as aulas e as inscrições do Sisu e até arriscar a ida dos 12 mil estudantes do Ciências sem Fronteiras para o exterior, em setembro.

     O governo federal também apresentou aos professores mudança no plano de carreira. Representantes dos docentes se reuniram com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, na tarde desta sexta-feira (13).

     Os docentes ainda vão avaliar a proposta, que, segundo Mendonça, é a última que será feita pelo governo para retomar as atividades nas 92 instituições federais de ensino que estão paradas desde o dia 17 de maio.

     A proposta apresentada pelo governo prevê aumento no salário inicial do professor com doutorado e com dedicação exclusiva, que será de R$ 8,4 mil, e também nos salários dos professores já ingressados na universidade, com título de doutor e dedicação exclusiva, que poderão passar de R$ 7,3 mil para R$ 10 mil.

     Ao longo dos próximos três anos, a remuneração do professor titular com dedicação exclusiva passará de R$ 11,8 mil para R$ 17,1 mil, sem um nível de carreira em 13 níveis, quatro a menos que o atual regime dos docentes.

Expectativas

     Segundo a presidente da Andes (Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior), Marina Barbosa, a categoria exige que o governo federal assuma sua responsabilidade na educação. Mesmo com o ofício do agendamento em mãos, os sindicalistas se mostram “incrédulos” com uma possível solução.

— Do jeito que o governo tem se comportado, não dá para prever como será a conversa amanhã. Esperamos que eles [governo] apresentem de fato uma proposta concreta. A responsabilidade está nas mãos deles.

     O encontro é visto com ressalvas por representantes dos professores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e da UFABC (Universidade Federal do ABC), ambas em São Paulo.

    Armando Caputi, presidente da ADUFABC (Associação dos Docentes da Universidade Federal do ABC), disse, em entrevista ao R7, que teme o prolongamento da paralisação.

— Não conseguimos saber se esse encontro significará o fim da greve. O governo pode simplesmente prometer algo para longo prazo e apenas deixar para mais adiante a solicitação dos docentes pela reestruturação na carreira.

     Já Virginia Junqueira, presidente da Adunifesp (Associação dos Docentes da Unifesp), diz acreditar que essa será apenas uma etapa das negociações.

— A pauta principal dos sindicatos é a reestruturação da carreira. Mas, mesmo que seja definido um acordo e termine a greve, continuaremos apresentando as solicitações dos estudantes e professores por melhorias na infraestrutura.

Greve geral

     A paralisação já atinge 56 das 59 universidades federais, além de 34 institutos federais de educação tecnológica. De acordo com a presidente do Andes, os professores pedem reestruturação simples em 13 níveis, com variação de 5% de valor. Atualmente, a progressão salarial é dividida em níveis e subníveis não muito claros, que tornam difícil a ascensão do profissional ao topo da carreira.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Redescobrindo a Segunda Guerra Ep. 05: O Dia D [Parte 1/4]

Redescobrindo a Segunda Guerra Ep. 05: O Dia D [Parte 2/4]

Redescobrindo a Segunda Guerra Ep. 05: O Dia D [Parte 3/4]

Redescobrindo a Segunda Guerra Ep. 05: O Dia D [Parte 4/4]

Redescobrindo a Segunda Guerra Ep. 06: Inferno [Parte 1/4]

Redescobrindo a Segunda Guerra Ep. 06: Inferno [Parte 2/4]

Redescobrindo a Segunda Guerra Ep. 06: Inferno [Parte 3/4]

Redescobrindo a Segunda Guerra Ep. 06: Inferno [Parte 4/4]